domingo, 7 de dezembro de 2008

Soleira

Ahhhhhhhhh o sol... A sensação do calor no corpo. Que delícia!
Pode parecer maluquice se isso for no Carmo, mas na praia, é outra coisa...
Tem uns malucos que não gostam nem de pensar na praia como um lazer totalmente, completamente, inteiramente, globalmente e integralmente, gratuito e prazeroso. É muito bom... É ótimo...
Praia... Ahhhhh como eu gosto de praia. Já deu para perceber que gosto muito mesmo. O grande desafio é levar meu amado, querido, estimado, prezado e primoroso marido até ela.
O cara, além de ser branquinho, alvo, cândido e esbranquiçado como cera, gosta de mato. Quer sempre me levar para uma cachoeira, no meio de alguma mata fechada, que leva dois dias de caminhada subindo, de preferência.
E por algum acaso alguém se queima em cachoeira? Já ouviu alguém falar, que vai pegar um sol, na cachoeira de sei lá onde, por uma semana? Geralmente o papo é: “Vamos acampar na cachoeira” ou “Vamos fazer uma caminhada até a cachoeira.” Ninguém vai pegar sol em cachoeira ou rio ou córrego ou sei lá mais o que.
Eu não. Eu gosto é de ficar “lagartando” na praia, tipo calango na pedra quente. Gosto de ver a pele mudando de cor.
Já repararam que as pessoas que moram no Rio de Janeiro são mais contentes? É a praia. Tenho certeza.
Está aberta a campanha: “Praia já!”
Beijocas.

O milagre diário

“Sonho que se sonha só

É só um sonho que se sonha só

Mas sonho que se sonha junto é

realida ... de”(Prelúdio- Raul Seixas)

Eu uma vez sonhei com um milagre.
Um dia eu já fui um milagre.
Uma noite eu farei um milagre.
Pode não ser hoje,
nem amanhã.
Pode até demorar.
Porém um dia,
vou realizar o sonho que sonhei,
que alguém um dia sonhou,
e aquele sonho que temos todos os dias.
Receber um milagre.
Quando falo de milagre, não falo só daqueles que são feitos somente por obra divina. Em cada momento podemos ver um milagre. Falei uma vez do milagre da vida, o nascimento. Porém há um pouco de milagre em todos nós. Com um pouco de amor ao próximo realizamos milagres. É aquela consulta ao médico certo, um remédio que não podemos comprar e alguém, talvez um desconhecido te ajuda sem mais nem menos, um abraço na hora certa ou uma palavra de conforto. Pequenas coisas que operam milagres.
Às vezes estamos tão descontentes com a vida, que nada como uma mão a nos acolher e ajudar naquele momento certo, para que ganhemos um novo gás.
Esses são os milagres que podemos fazer todos os dias. Estender a mão não tira pedaço nem machuca. Ajudar alguém sem pedir nada em troca, um ato altruísta pode fazer de você um ser melhor.
Dizem que o brasileiro é um dos povos mais solidários do mundo. Será? Acho que sim. Estamos um pouco perdidos, porém ainda acho que temos salvação.
Beijocas.

Nada a declarar

Estou em um daqueles dias... Queria continuar dormindo. Acordar hoje não foi uma boa idéia.
Aliás, tem sido uma semana difícil.
Por esses e outros tantos motivos, não me encontro em um bom momento para escrever sobre nada.
A
Minha
Vida
Anda
Uma
Confusão
Estou
Em fase
De
Reestruturação.
Quando
Melhorar
Eu
Aviso
Vou
Colocar
Tudo
Em
Ordem.
Beijos.

Venderam um pedaço da Lua

Parece loucura! Venderam um terreno na lua!
Venderam. Isso mesmo. Venderam. A pergunta que não quer calar... Quem é o dono da lua, para vender um pedaço dela? É sério ouvi no rádio. Fulano de tal deu de presente de casamento para fulana um terreno na lua. Latitude X longitude Y.
Espera um pouco. Quem deu meu pedaço de lua para essa fulana e não me consultou? Queria saber quem se autodenominou dono de uma coisa que foi criada por Deus, está a anos luz de distância e que eu saiba não tem dono. Os EUA já se acham donos só porque andam dizendo por aí que pisaram nela em 1969? Eu não acredito nisso, até porque, pensem comigo... Estamos em 2008 e desde então, apesar da tecnologia ter melhorado muito, nunca mais conseguiram fazer com que um homem chegasse perto. Sei que robôs já chegaram até em Marte, mas o homem... Se não chegam agora, em 69 é que não chegaram mesmo.
Porém ainda quero saber como é essa estória de darem, opa, venderem, meu pedaço para alguém. Será que esse maluco que pagou, não sabe que a lua não é de ninguém? O cretino pagou uma coisa que nunca vai ter. Maravilha.
Já tinha ouvido falar de um site onde a gente pode dar nome a uma estrela. Me disseram que também tem que pagar para isso, só que ela não vai ser minha. Estou pagando o trabalho do astrônomo que vai localizar a fofuxa, fazer mapas e informar ao resto do mundo o novo nome. Imagina ser dona de um a coisa que já está morta? Ah fala sério. Quero a parte que me cabe nessa venda da lua. Que coisa mais doida. Quero saber e é já. Quem é o maldito que se achou no direito de vender meu pedaço?
Já imagino o cartaz. Vende-se lindo terreno no lado claro, ao lado da bandeira, se é que ela existe, dos Estados Unidos com vista para a caverna do dragão. Seu vizinho será São Jorge. Chique bem...
Beijos revoltados.

Observar

Característica humana. Todo mundo tem uma que é mais acentuada.
Digamos assim... Uns são carecas, outros muito altos, outros mancam de uma perna, existem outros que tem um olho torto, enfim muitas características diferenciadas para cada um de nós.
Ainda bem, pois sobrevivo disso. Sobrevivo da observação pura. Observo sem crítica. Para mais tarde me utilizar, no meu trabalho, de tais informações.
Por exemplo: Leio uma personagem de uma peça não específica. Essa personagem tem peculiaridades que formarão suas características principais. Assim como sua personalidade. Tudo o que forma essa personagem terá que ser criada por mim.
Porém, o que ninguém sabe é de onde tiro tudo isso. Simples, muito simples. Da observação.
Em cada esquina, bar, fila de banco, ônibus ou até mesmo um parente, lá está a personagem que vou um dia fazer. Ela pode ser apenas uma ou várias pessoas em uma só.
O melhor é juntar cada informação que recebo dia-a-dia e depois ainda ser elogiada pelo meu esforço.
Criar é fácil. Ou ninguém nunca ouviu falar de que nada se cria tudo se copia? Um amigo meu ainda acrescenta o “e melhora”.
Eu faço tudo para melhorar essas características... Cuidado! Eu posso estar te observando agora mesmo.
Beijocas.

Filme Torrado?

Minha prima disse: Meu passado me condena...
Na minha época de adolescente se dizia “queimar o filme”, hoje eu não tenho a menor idéia o que se diz quando estamos com a imagem torrada, distorcida, alterada ou desviada.
É quando alguém está fora dos padrões e chama muita atenção para isso.
Porém, quem somos nós para julgar o coleguinha? Será que tudo o que fizemos durante a jornada foi perfeito? Em algum lugarzinho não fizemos algo que nos faça corar de vergonha?
O que costumo dizer é que passado é passado, já passou, ficou para trás. Não vale à pena carregar o passado com você. Já era, passou, amanhã ninguém vai lembrar mais desse assunto.
Para que ficar julgando os atos, muitas das vezes impensados, dos outros. Nós tomamos nossas próprias decisões. Livre arbítrio! Nós decidimos o que é bom naquele momento.
Naquele tempo que passou, eu agi da forma e da maneira que escolhi. Se foi certo ou errado isso só importa a mim mesma.
Quando se é adolescente fazemos coisas impensadas só para nos divertir. Tomamos atitudes desesperadas por causa de paixões arrebatadoras que duram nada mais que vinte minutos. Surtamos de tanto fervor por um desejo qualquer que conseguimos “queimar nosso filme” em poucas horas.
Mas o que é que tem? Ninguém vai me condenar por isso. Prima querida... Seu passado é brilhante.
Meu filme? Ah... Fala sério.
Carbonizado. Hehe.
Beijinhos.

Homem Mapa!

A síndrome do homem mapa!
Homem tem a mania de saber o caminho. Sempre que a mulher fala para ele pedir ajuda ou informação é como se estivesse ofendendo o pobre rapaz.
Estou de férias com meu amor. Ele é daqueles que não gosta de programar nada. Fala que vamos para tal lugar que é só fazer assim e assado que chegamos. Talvez com muita sorte isso aconteça em tempo recorde. Na última vez que pegamos a estrada pegamos os caminhos mais loucos e imprevisíveis que podíamos. Andamos de carro mais ou menos umas doze horas para chegar a um lugar que não era o que ele nem eu pensávamos, para depois irmos correndo para um outro lugar mais distante. Entenderam? É também achei tudo confuso. Há essa hora vocês podem imaginar que já com muita fome e cansaço eu só pensava em como iria cozinhar o fígado do meu queridinho. Talvez ao molho pardo com batatas fosse ótimo.
Eu lá estou aqui para aventuras? Eu agüentei o máximo que eu pude sem reclamar. Depois de dez horas sem saber onde eu iria colocar meu corpinho velho e cansado para descansar eu tinha o direito de ficar bem irritada. Mas não... Eu me comportei como uma dama. De cara feia, porém uma dama. Minha maior preocupação era a minha filha que mesmo depois desse tempo todo não deu um pio. Criança a gente vai dando mamadeira, biscoito, água e fica tudo bem. Dorme quase todo o tempo...
Enfim, a minha aventura não acabou. Estou em Cabo Frio acampando e sabe o que é melhor? Está chovendo a cântaros.
Não é mole não! Esperei o ano todo por isso, briguei com um monte e chove? Que praga. Gente invejosa.
Beijos.

Padecer no paraíso!

A dor de perder um filho deve ser algo irreparável. É a primeira vez que sou, mas já sinto na pele as dores de ser mãe e só tenho quatro meses e dois dias de maternidade.
Não é a pior coisa do mundo ser mãe, aliás, é a melhor, só que a gente sofre e muito. Sofre nove meses, depois sofre para amamentar, sofre para dormir e vai sofrendo por tudo. Quanto mais a criança cresce, mais a gente sofre. Sofre se ela tem dor ou tristeza, se perdeu o namorado, se o gatinho morreu, se adoece então nem se fala, aí é sofrimento a “dar com pau”. Porém, se está feliz e tudo está bem... Aí é só correr para o abraço e curtir cada momento.
Por enquanto nem consigo imaginar minha pequenina com qualquer problema, por que até a imaginação me dói.
Fico aqui refletindo sobre uma amiga minha que acabou de ter uma menininha e teve problemas no parto. A pequenina passou por maus bocados e graças a DEUS está se recuperando. Já passou pela sua cabeça a dor que essa mãe está sentindo e sentiu, no momento que o médico disse o péssimo estado da criança? Eu sofro daqui de longe sendo amiga, imagina só a família.
O que peço a Deus é que olhe por eles e pelos meus.
Não dá para uma mãe sofrer tanto. Assim não há coração que agüente. Mãe e avó têm que ser canonizadas.
Beijos, amiga.

Justiça seja feita.

Se desde sempre dependêssemos da justiça dos homens e tão somente dela estaríamos perdidos.
Em cada lugar do mundo, em cada país existem leis. Essas leis foram criadas pelo homem, baseadas principalmente no principal código de ética já criado: os Mandamentos e as Leis de Deus.
Devemos então, não só seguir os preceitos e credos religiosos como acreditar que os homens fizeram a coisa certa. OK até aí acho que dá para seguir.
O problema é o julgamento. Acredito que só o poder do cara lá de cima é capaz de saber se estamos certos ou errados. Fora os casos de flagrante. Como julgar alguém baseado em suposições? É fato que sempre existem as provas. Essas que devem ser arroladas ao processo pelo qual o réu está sendo julgado.
Falei lindo!
Mas quem somos nós, meros humanos, para julgar, processar, prender e em alguns casos mandar matar?
Somos aqueles que nosso Senhor ensinou como deveríamos viver. Um modo único de paz.
O problema é que tudo isso leva uma eternidade. Dizem que a justiça caminha a passos lentos e isso faz com que os homens não sigam as leis com maior freqüência.
A minha única preocupação é que como já sabemos, o ser humano, por ser quem é, é passível de erros, talvez irreparáveis.
Já a justiça divina... Essa tarda, mas não falha!
Beijos.

Deixa chover.

“... É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira...” “...São as águas de março fechando o verãoÉ a promessa de vida no teu coraçãoÉ uma cobra, é um pau, é João, é JoséÉ um espinho na mão, é um corte no pé...” Chuvas e trovoadas, raios e ventos. É o prenúncio do que vem por aí.Um calor quase insuportável, já anunciava que deveríamos nos preparar para um dilúvio.De repente o céu fechou suas portas.Ficou negro, a noite nem havia chegado e já não se via o sol.Pessoas corriam para suas casas, pegavam seus filhos no colo e desapareciam, com medo do pior.A chuva trás esperança de nova vida, mas pode levar muitas com ela.Quantos dias ela vai ficar nos torturando dessa vez? Um dia? Uma noite? Ou o suficiente para derrubar casas e fazer vítimas?Talvez ela só fique um pouco. Também o suficiente, mas para molhar a terra, trazer nova vida, encher os rios e refrescar um pouco.A chuva assusta, a chuva alegra, a chuva é gostosa, a chuva é fria, a chuva é de DEUS!Ela é bem vinda.Não deixe a chuva se tornar um mal. Ela é que nos fornece a água que bebemos, que tomamos banho e cozinhamos.A chuva é boa. Ela é ótima. Só os raios e trovões é que são, nessa ordem, perigosos e amedrontadores. Beijos.

Caguei...

Atenção todos aqueles que sofrem de algum mal do coração, tem enjôo com facilidade, vomitam ou se sentem constrangidos com assuntos escatológicos. Parem de ler esta coluna agora mesmo antes que seja tarde... Ô, pára... Deixa de ser curioso... Quanta besteira passou pela sua cabeça?
Vai parar ou não vai? Vou falar e nem quero saber se tem alguém lendo. Aliás, acho melhor pegar o jornal e ir para o banheiro. É mais seguro. Está achando que eu não tenho coragem? Estou falando super, hiper, mega, sério.
Quem não tem um nome engraçado para defecar? Que lindo... Até parece que sou educada assim... Hoje no curso de teatro ouvi coisas muito doidas.
Vejamos: Soltar um barro, fazer um boneco, pintar a louça, cortar o rabo do macaco, mandar o primo do interior para o rio (essa é mára), passar um fax, deixar o castor sair da toca, soltar o mergulhador, trato na louça, fazer um clone, submarino cubano, braço da Alcione e o normal, dar uma cagada. Isso se for normal, se for mais aguado os nomes podem mudar: fazer um pântano, areia movediça, ficar igual jibóia, brincar de planta... E por aí vai.
O mais doido é que isso tudo que falei é tudo muito normal, mas parece feio. E falar palavrão ou palavras de baixo calão é feio, mas é normal.
Vai entender essa gente. Tem vergonha de cagar, mas não de xingar.
Beijocas

DNA

Maldito DNA!
Odeio tamanha semelhança entre meu marido e meu sogro! Odeio! Odeio!
Não tenho nada contra meu sogro. Tadinho, não faz mal a ninguém. Aliás, ele é super gente boa. Sabe aquele cara boa praça (isso eu tirei lá dos anos setenta)? Para ele tudo está bom, resolve tudo na maior paz e tenta nunca perder a calma. O maior esforço que ele faz quando perde a calma é ficar mudo.
Seu único problema é seu DNA. Seus dois filhos são iguais a ele. A minha cunhada nem tanto claro, mas meu marido chega a dar um certo nervoso. Eles são IGUAISZINHOS.
Seus gostos para se vestirem... Iguais. A calma irritante... Iguais. O andar... Iguais. O cabelo, o rosto, o jeito de falar, manias, o arrastar de sandálias, enfim... Iguais.
O problema é que quando meu marido tira a barba eu quase vejo meu sogro e francamente, beijar meu sogro não dá. Os dois parecem irmãos. Eu não consigo beijar nem fazer mais nada sem imaginar a cara do meu sogro na minha frente. É exagero? Alguém por algum acaso gostaria de beijar a cópia do sogro?
Eu não. Só se meu sogro fosse o Sean Conery. Não é.
Então gostaria de deixar aqui o meu apelo ao meu amor... Volta! De onde você estiver. Volta! Sai desse corpo que ele não te pertence.
Maldito DNA!
Beijos.

Boa ou má ela existe...

POLÍTICA DA BOA VIZINHANÇA. Alguém conhece? Você já ouviu falar que vizinho é igual cunhado? Nunca aparece e se aparecer é para trazer problema? Nós temos que tratar nosso vizinho com cordialidade e educação, assim como se trata um parente, mas cunhado não é parente, então vizinho tem que ser tratado como qualquer pessoa. Educadamente, porém sem nenhuma emoção ou muita intimidade, porque vou contar um negócio sério... Quando vizinho quer ser “mala” ele consegue.
Eu acho que sou sociopata. Morei anos no mesmo prédio em Niterói e se eu conhecia dois vizinhos era muito. Todas as vezes que fiz algum tipo de amizade desse tipo nunca mais tive sossego.
Tem vizinho que gosta de fofoca. Esse é o mais perigoso, nunca se sabe a bomba que ele pode soltar. Sempre sabe onde você foi, com quem e quando volta, mesmo que essa informação não tenha saído da sua boca. Pede um pouquinho de açúcar, um pó de café, etc. Tem vizinho que dá bom dia, diz oi, porém trata os funcionários do prédio como escravos. Tem os normais que falam com todos. Esses nem fedem nem cheiram. Os vizinhos “malas” são aqueles que fazem barulho e não gostam de ser incomodados. Quando tem alguma obra para ser feita em conjunto ele finge que nem é com ele, porém se a obra tiver que ser feita na casa do fulano ele te perturba até... Aí você vai ajudar e ele só dá trabalho e nunca tem tempo para resolver, enfim um “mala”.
Mas graças a Deus tem os vizinhos que são uns santos. São educados e estão sempre dispostos a resolver qualquer problema sem discussão. Não ficam indo na sua casa pedir nada, nem querem saber se você vem ou vai. Esses são raros.
O que eu espero... é ser rara.
Beijos.

...NITERÓI...

Da janela eu conseguia ver o mar, o céu ainda azul, algumas montanhas e o Cristo Redentor, sempre imponente, com seus braços abertos sobre a Guanabara. Ao longe, a Pedra da Gávea, point de encontro dos águias, aventureiros do ar, os valentes atletas da asa-delta. Logo abaixo da minha janela, à apenas poucas quadras, eu podia ver o jogo do fogão no Caio Martins.
Dali do meu “apertamento”, pequenino mesmo, com dois quartos com vistas deslumbrantes, no alto do Edifício Ubatuba, no décimo sétimo andar eu conseguia sentir a brisa que vinha da praia de Icaraí que ficava distante algumas quadras. Às vezes o vento batia com vontade, fazia os sinos da minha mãe, tilintarem tão alto que mal conseguíamos ouvir nossos pensamentos.
De dentro do meu quarto, com aquela janela tão pequena eu olhava o morro na frente, diminuir suas matas e aumentar o número de casas. O som dos carros aumentava a cada dia, o barulho das máquinas que destruíam casa centenárias, sirenes, gritos, prédios cada vez mais altos, tudo o que podia acontecer para tirar de mim a bela vista e o sossego da minha querida Niterói aconteceu e ainda ocorre cada dia mais rápido.
Tudo velozmente. Ainda me resta a esperança. Já não moro mais em Niterói, tenho agora o céu azul de Carmo, suas belas montanhas, o sossego da Praça Getúlio Vargas, sua gente simpática, a tranqüilidade de uma cidade do interior, com toda sua graça e suas dificuldades. Nem tudo é perfeito, mas é primoroso para mim.
Ah minha velha Niterói. Agora sou carmense.
O Cristo que já não vejo da minha antiga janela, agora lá do céu abençoa terras tão bonitas e distantes. E rezo para que da minha janela ainda veja a poeira da estrada para Duas Barras, o cantar dos galos, o gorjeio dos pássaros e os gritos das maritacas, os latidos de todos os cachorros, os meus e os dos vizinhos, os sinos da Igreja Matriz.
Só não quero ver o progresso desordenado chegar até aqui e não quero mais ouvir soltarem fogos por bastante tempo. Adoro a paz e o silêncio.
Beijocas.

Era uma vez...

Era um lindo dia ensolarado na cidadezinha de Carmo no interior do estado. A mãe zelosa que levantara cedo para alimentar os pequenos animais, molhar as plantinhas de seu lindo jardim fez um carinho no rosto de sua linda princesinha para acordá-la.
A pequena com suas mãozinhas delicadas e seu rosto bem desenhado, espreguiçou e aos poucos abriu os pequenos olhos de cílios muito alongados para ver o lindo dia.
As duas tomaram um delicioso café-da-manhã juntas.
Enquanto a pequena brincava em sua torre a mãe preparou com todo amor o almoço e aguardou com ansiedade a volta de seu esposo. Os três almoçaram juntos, conversaram sobre assuntos variados, assim como uma família comum e feliz.
O pai retornou ao seu trabalho e a mãe passou o resto da tarde com sua princesa.
Já ao entardecer quando o sol já não está mais tão quente as duas foram para a praça da cidade para um final de tarde agradável, já que fazia muito calor naquele dia.
Sentaram em um dos bancos e brincaram.
Em certo momento uma mulher pediu para conversar com a mãe. Esta até então muito simpática convidou a moça para se juntar a elas. Então a bruxa começou a vender produtos de beleza e falou, falou, falou. Mesmo a mãe dizendo que não gostava de tais produtos a bruxa continuou a falar e não contente convidou uma amiga para interpelar a mãe.
A certa altura parei de bobeira e falei a verdade: ”Lindinhas. Sei que vocês estão trabalhando, mas vocês me falaram que queriam conversar e não me vender e para falar a verdade, eu não vou comprar nada e também não vou representar nada. Eu só quero passar uma tarde na praça com minha filha, só isso.”
Não sei o que deu nelas, mas foram embora rápido.
Sabe o que é? Às vezes nós não queremos comprar nada. Além do que elas disseram que era uma conversa, que já começou em uma mentira. Ai que saco! Nem na praça a gente tem paz?
Só espero não espetar meu dedo numa roca.
Um tempo depois o pai apareceu e a família foi para casa feliz.
Beijos.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Um dia daqueles!

Tem dia que a gente se sente uma formiguinha, porém há dias que nos sentimos grandes elefantes brancos.
Nada serve, nada funciona, nada anda direito, tenho vontade de voltar para a cama e recomeçar o dia. Quando levanta, o cabelo está um terror, a pasta cai da escova e a escova cai no vaso. O chuveiro elétrico queima, a calça preferida está na máquina de lavar, o cabelo continua uma porcaria.
Seu sapato favorito abre uma “boca de jacaré”. Ok, ainda restam umas dezesseis horas até o dia terminar. Tudo pode mudar!!
O café está ralo, o leite azedou. Os cachorros destruíram as plantas e você ainda tem que alimentá-los e limpar toda a bagunça.
Ok. Vai dar tudo certo!
Você está atrasada! Corre, menina!
Chegou super, hiper, mega atrasada no trabalho e ainda levou uma bronca. O trabalho está todo atrasado e cai café bem em cima daquele projeto inadiável. O computador pega um vírus que destrói toda a memória e você não fez o backup. Recomeça tudo em outro computador. As horas passam e você resolve não sair para o almoço. Pede uma quentinha que chega fria e melequenta. É melhor não comer.
Você consegue refazer o trabalho. Ufa! Deu tempo. Seu chefe sorriu pela primeira vez no dia. Começa um novo projeto. Parece que tudo está voltando ao normal.
As horas passaram correndo e já está na hora de voltar para casa. Você vai até o ponto do ônibus e começa a cair uma chuva de verão daquelas que duram pouco, mas fazem o maior estrago. O ônibus não chega e as ruas começam alagar, procura um abrigo e acha um daqueles postos que tem lanchonete vinte e quatro horas. A essa altura você está ensopada, com sua bolsa parecendo um aquário e seu sapato um colchão d’água.
Você pensa: “Não vai dar certo, não vai dar certo!”
Vai dar certo!
A chuva passa e consegue um táxi. Chega finalmente em casa, tarde o suficiente para saber que vai dormir pouco. Ainda tem que tomar uma ducha quente.
Ei, espera! O chuveiro queimou.
Será que esse dia nunca vai terminar?
Quando você chega seu marido já trocou o chuveiro e está te esperando com um lindo jantar a luz de velas que ele mesmo preparou.
Nem tudo está perdido. A noite termina como se nada tivesse acontecido. Que bom!
No dia seguinte... Tudo volta ao normal. A vida é assim. Doida demais!!!!!!!!
Beijos.

Frágil!

O corpo humano é muito frágil.
E quanto mais velhos ficamos...
Quando nascemos somos frágeis, bebês pequenos e indefesos. Aí crescemos e aos poucos nos tornamos fortes e saudáveis. Aí o processo começa a se inverter. Na idade madura o corpo começa novamente a se debilitar. É o processo natural.
Porém isso tudo é muito relativo.
Tem crianças que nascem saudáveis e nunca ficam doentes, assim como pode ter um adulto debilitado e um idoso dando rasteira em muito jovem.
O corpo é uma grande surpresa.
Tem pessoas também que acham que estão sempre doentes e aqueles que nunca vão ao médico. Nosso corpo é um templo sagrado que deveria ser muito bem tratado. Só que uns tratam demais e outros de menos.
Pior mesmo é quando cuidamos e ele de repente quebra, começa a falhar e ratear igual carro velho.
Aí tem que levar para o mecânico, opa, médico. Deixar o corpo se recuperar. Parar para uma pausa e deixar a natureza agir.
Cuidados que devemos ter durante toda a vida. Boa alimentação, exercícios e muito descanso mental.
Pesquisas revelam que o stress pode causar dores no corpo e males ao organismo. A falta de descanso também pode causar doenças.
O corpo humano é uma máquina incrível! Porém frágil.
"Por favor! Pare! Agora!"
Beijos e uma ótima recuperação para os que estão precisando.

Secreto mesmo?

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.(Geraldo Vandré)

Preciso dizer mais alguma coisa?
As eleições acabaram, mas as lutas ainda existem nas ruas. Ainda se empunham bandeiras para provar aos perdedores suas escolhas e defender seus ideais. Soltar fogos, gritar, urrar, buzinar é quase um desabafo. Não sei bem sobre o que. Talvez seja a vontade de mudar. Eu não sou o tipo de pessoa que sabe quem é quem. Não tenho a menor idéia de quem são. Se a primeira dama freqüenta o mesmo cabeleireiro que o meu, é melhor me dizer quem é, por que eu nem vou perceber e se um dos candidatos me cumprimentar vou acabar achando que é alguém que já vi em algum lugar, mas nem desconfio onde.
Não me meto nessas disputas e nem quero saber o que está por trás de tanto fanatismo e tanta euforia. Engraçado que agora tudo vai voltando ao normal. Ontem eram grupos na praça se enfrentando. Carros que eram vaiados, pessoas fazendo chacota de outras, crianças brincando de votar, adultos brincando de ser crianças.
Só ainda não entendi uma coisa... Para que serve tanto estardalhaço, se pelo o que eu saiba, o voto ainda é secreto? Será mesmo que tanta camiseta colorida prova de fato em quem votamos? Será que não existe um por aí que tem é medo de dar “a cara a tapa” e mostrar quem realmente é?
O bonito ainda é saber que nossa democracia funciona e é exemplo para o mundo.
Só queria mesmo saber quem foi o maldito inventor dos fogos para eu esganá-lo ainda nesse século. E não vem com essa que foram os chineses. Eu quero o nome. Já me ajuda. Mesmo que seja Ching-ling.
Mas a pergunta que não quer calar é... E vou perguntar sorrindo. Quem é o fulano que solta tantos fogos em cima da minha cabeça às seis e meia da manhã em plena segunda-feira? Desculpe fulano, mas imagina só se é ao contrário? Já imaginou se eu resolver colocar na sua varanda uma música que você odeia e bem alto? Será que os fogos não poderiam ser só um pouquinho e a tarde? Que mania...
E tem mais. Hoje não tem beijo para ninguém.
Esse cara aí me deixou uma fera.

Voto! Voto!

Eleições! Votos! Números, promessas, dúvidas, brigas, discussões, cores, ideais, idéias, dívidas com o povo, propagandas, comícios, showmícios, carreatas, partidários e apartidários, oposição, a favor e contra.
Época de eleições é uma bagunça muito doida. Tudo isso muito organizado, claro. Dias separados para não dar briga ou que sejam em lugares bem distantes.
Em cidade pequena eleição é quase como se o candidato fosse seu melhor amigo. Todos se conhecem. Conhecem a vida e a história de seus candidatos bem de perto. Sabem quantos anos levou para terminar o segundo grau, com quem namorou, com quem casou, quantos filhos teve e algum dia já deve até ter tomado um cafezinho na sua casa. Tem candidato que trabalha na vida pública a mais de vinte anos. Uns começaram ontem e já estão com a “bola toda”.
Uns querem mudanças, outros querem melhorias, outros querem manter tudo como está.
Uns prometem e cumprem, mas como vamos saber? Outros prometem e nem sonham em cumprir.
Votar é uma caixinha de surpresas.
O método de voto no Brasil é o mais eficiente do mundo. Sabemos em horas quem são os eleitos e fraude é quase improvável. Nós brasileiros devíamos exercer nossa cidadania e agradecer a liberdade de poder escolher quem queremos que governe nossa cidade e nosso país. Vivemos em uma democracia. Apesar de alguns desacreditarem. Porém quem está lá em cima, é aquele que nossa vontade escolheu. Votar nulo ou em branco pode ser um erro. Irreparável. Melhor saber que nosso candidato está lá do que outro que nem sabemos quem é.
Aqui na minha cidade é muito engraçado. Tem pessoas que nem entram no mesmo lugar onde estejam ou freqüentem pessoas do outro partido. Acho isso estranho, porém engraçado. Depois tudo volta ao normal. Aqui é muito comum ser apresentado à primeira dama. Aqui freqüentamos os mesmo lugares. Aqui somos todos iguais.
O pior mesmo são os fogos. E todos querendo mostrar a quem pertencem seus votos. Que eu saiba o voto ainda é secreto...
E o meu... Ninguém vai saber nunca!
Beijos.

L'amour! Hi-tec!

Ahhhhhh! L’amour! O amor, a paixão.
Definitivamente o amor não é o mesmo de antigamente. O clima de paixão, o namoro no portão, bilhetinhos, cartas, cartõezinhos, a flor roubada no jardim, beijos escondidos, o abraço apertado, o cheiro no pescoço, escapadas da escola, fofocas. Tudo isso ficou diferente. Tudo isso ainda existe, porém os meios pelo os quais são atingidos é que mudaram.
A paixão agora você conquista no Chat. Namoro no portão só em um jogo online, bilhetinhos são SMS, cartas são emails, cartõezinhos vão pelo Orkut, beijos escondidos são virtuais, o abraço apertado e o cheiro no pescoço, vão pelo AVATAR, escapadas da escola são as horas penduradas no celular e as fofocas ficam por conta do MSN.
Tudo é a mesma coisa só que mais modernas.
Fico pensando que daqui a alguns anos sexo vai ser tântrico e digital. Só pensar já vai valer à pena. O contato físico está tão distante da nossa realidade que talvez seja até bom para nossas jovens adolescentes. Ou não. Talvez essa distância faça o fogo aumentar.
O maior dos problemas mesmo é o fato das pessoas estarem se distanciando cada vez mais. Amigas falam mais no celular, que no intervalo da aula.
Uma prima minha acabou seu relacionamento porque seu gato nunca tinha tempo para encontrar com ela, mas ficavam horas no MSN.
Em compensação minhas esperanças foram renovadas com outra prima que encontrou um paquera em seu prédio. Começou com um perfume maravilhoso. O cheiro hipnotizou o moço que colocou um bilhete em baixo de sua porta. Daí para frente, cartinhas foram trocadas e agora estou no aguardo de novas notícias.
Espero que não evolua para a fase digital e sim para o contato físico. Tipo olho no olho, porque web cam na web cam não tem a menor graça.
Força prima. O mundo ainda tem salvação.
Beijocas.

Família, ê! Família , a! Família.

A família! Coisa difícil é família.
Saber lidar com seus familiares é quase um teste de foguetes. Se alguma coisa der errado pode ir tudo pelos ares. Nos enfiamos em enrascadas que às vezes nem rezando a gente sai dela.
Quando somos apegados a nossa família ainda é pior. Se tivermos pais muito próximos, daqueles que estão ali para o que der e vier, tipo mãe galinha, que guarda você como o último da ninhada, aí é que a coisa fica preta. Quero dizer que ser filho único é uma bosta.
Se eu tivesse um único irmãozinho que fosse, talvez não tivesse ganhado atenção. O que na verdade seria até um alívio. A atenção seria dividida. Mas não, porque logo eu tinha que ser filha única?
Tipo assim... Se precisar de algo, meus pais logo me estendem a mão. Vejam bem, não estou reclamando, pelo contrário, é que agora tenho que dividir meu amor com mais dois e tanta atenção talvez me deixe confusa. Às vezes fico dividida e isso me dói muito.
Meu marido exige daqui e eu recebo sutilmente cobranças do lado de lá. Daqui a pouco minha filha vai fazer exigências. Pior é quando as exigências se misturam.
Ai, ai... Me sinto tão sufocada. Não quero deixar nem um dos lados magoados, mas é complicado.
Como eu faço para amar a todos do mesmo jeito? É quase impossível, eu sei. Somos uma família super unida, mas temos nossas diferenças e gostaria que todos entendessem isso. Temos necessidades e momentos.
Estou um pouquinho abalada e chateada com os últimos acontecimentos. Sei que tudo na vida passa. Sei também, que isso dentro de um ano não terá a mesma importância.
Então, “bola para frente”!
Que a vida é show.
Beijocas.

Malvada, eu?

Em que momento da vida somos realmente cruéis?
Não acredito na bondade total e plena. Poucos tiveram essa benção, Madre Tereza, Ghandi, entre outros, poucos.
Vejo as pessoas reclamando dos benefícios que o governo dá para famílias mais pobres, que esses benefícios podem fazer o brasileiro ficar cada vez mais preguiçoso, etc.
Estou começando a achar que é verdade.
Um exemplo é a moça que trabalhava aqui em casa. Fizemos de tudo por ela e pelos filhos, mas nada disso fez com que ela se sentisse satisfeita.
Ela trabalhava bem, fazia de tudo, porém foi ficando preguiçosa e de má vontade. Bom, mandei-a embora. Ela tem dois filhos pequenos. Fiquei com pena dela, pois estava sem dinheiro e eu também preciso de uma mão amiga para ajudar na casa. Chamei-a de volta. Ajudei de várias formas, nunca a tratamos como nossa empregada e sim como mais um membro da família. Para ela e para seus filhos nunca deixei que faltasse nada. Porém, acho que não fui muito bem entendida. Sempre achei que uma mão lava a outra. Não que eu queira algo em troca pela minha bondade, pelo contrário. Eu só queria que ela estivesse na minha casa quando eu preciso e não quando ela quer.
Pedi por várias vezes que viesse trabalhar na sexta-feira, mas não foi possível, pois a “moçoila” não pode perder as festas que andam rolando nas cidades. E eu fico como?
Estou trabalhando de quarta a domingo e não tenho mais ninguém para me ajudar, porque a gracinha escolheu farrear à trabalhar. Bom, mandei embora outra vez e sem dó. Por isso acho que dessa vez vou ter que ser cruel e não ajudar mais essa pessoa. Ela entendeu errado.
Depois vai ficar reclamando que Deus não lhe deu nada. Sua vida é vazia e não tem sorte.
E se me ligar, darei meu silêncio como resposta.
Cruel? Eu? Meu nome é Paula e não Tereza.
E como tem gente por aí que reclama. Para se ter sucesso tem que ter esforço.
Cansei.
Beijocas.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Pendura aí!

O assunto é dívida.
Aqui na minha cidade as pessoas têm a péssima mania de fazer conta.
É conta no açougue, na mercearia, na farmácia, no mercado, na lojinha de presentes, na padaria...
Em cidade pequena é assim. Os vendedores, que na maior parte são os próprios donos, eles oferecem para você fazer conta. Vem com aquele papo: “Pode levar, depois você paga.”
Aí vocês já sabem o que acontece... A fulana que naquele momento não tem dinheiro acha que depois vai ter e deixa na conta. Até aí pode ser, se ela voltar para pagar essa dívida. Pior é que não acontece assim. Isso vira um mau hábito. Vai a outra loja e faz a mesma cara... Vem o dono fica com pena e oferece. Outra dívida. E assim a fulana vai levando a vida.
Isso acaba virando uma bola de neve. Quando vê já está devendo para a cidade toda.
Tem uns caras-de-pau. São os que fazem a maior pose e no fundo tem conta na cidade inteira. Devem até a alma e pagam tudo para os colegas, mas tudo que compram deixam “pendurado”. Devem ao banco e ainda acham que o banco tem obrigação de ficar “bancando” suas dívidas.
A culpa é do povo que mora na cidade pequena. Conhecem todos, sabem onde moram, com quem andam, aonde vão. Gente de cidade pequena conhece todo mundo.
O problema mesmo é achar que pode ficar devendo a todo mundo. Não sabemos o dia de amanhã.
Economia tinha que ser ensinada na escola. Não dever a ninguém. Juntar para poder comprar à vista o que quer.
Porém, 98% da população deve a alguém. Eu sempre digo que só compro o que posso pagar. Se não posso comprar, espero até ter o dinheiro necessário.
E vou levando a vida assim. Pelo menos eu consigo dormir tranqüila.
Beijocas.

Paciência!

A importância da convivência paciente.
Conforme conhecemos o outro ser humano vemos que todos somos passíveis de erros e acertos.
Morar com outra pessoa é um desafio para poucos.
Temos manias que só cada um de nós sabe lidar com elas. Somos criados de maneiras diferentes. Querer que o outro seja igual a você ou vice-versa é muito difícil. Não devemos tentar ser iguais, no máximo parecidos e tornar a convivência agradável.
O problema é que quando acostumamos e nos tornamos íntimos... Aí o “bicho pega”.
É muito bom quando as arestas são aparadas e levamos tudo na brincadeira. Conhecer o companheiro, o amigo, o parceiro, ao ponto de saber seus pensamentos é muito bom. Melhor ainda quando podemos jogar com isso.
Tem amigos que a gente sabe como alegrar, mas também tem aqueles que a gente sabe como irritar. E não tem jeito, o melhor é pegar no pé.
O conhecimento é muito perigoso. Quem tem conhecimento tem o poder. O poder é perigoso. Dizem que o poder está nas mãos daqueles que sabem e talvez seja também sua perdição. Utilizar o que conhecemos para amar ou para destruir é perigoso. Devemos guardar segredos e nunca se utilizar de nossos conhecimentos contra nossos amigos. Assim criamos momentos e histórias que um dia iremos contar aos nossos filhos.
Somos um poço de histórias para compartilhar. E devemos compartilhar com quem está ao nosso lado.
Conhecer bem nossos amigos torna a convivência muito mais agradável e serena. Saber que com aquela pessoa você pode compartilhar sentimentos e palavras que só ele pode ouvir é gostoso. Ter intimidade sem ultrapassar os limites.
Conhecer o amigo é saudável. Respeitar o amigo é muito importante. Seus limites, suas manias, seus defeitos.
Amigos vocês são um show literalmente.
Au, au, au, io, io,
Miau, miau, miau, cocorocó.
Beijos.

Ó duvida cruel!

Já comecei. Já desisti. Comecei de novo. E já parei. Recomecei e enfim parei. Estou retomando e talvez termine o que comecei. Não vou passar daqui se não continuar até o fim. Então vou finalmente começar e terminar o que resolvi que vou fazer.
Por vários momentos da nossa vida começamos e não terminamos o que estamos fazendo.
A aula de balé, a ginástica, a dieta, o curso de inglês, a aula de crochê, o bordado, a leitura daquele livro...
Acredito que como queremos estar em todos os lugares e fazer de tudo ao mesmo tempo isso nos cause um pouco de confusão mental.
A minha adolescência inteira comecei a fazer várias coisas que deixei pela metade. As mães devem ficar loucas. Pagam os cursos, aulas, compram material e lá vai o filho, largar aquele curso, que ele sempre sonhou em fazer, pela metade.
Falei adolescente, por ser nessa época que as escolhas e dúvidas começam a aparecer.
Adolescente é assim mesmo. Eles têm muitas dúvidas. Começam aquela atividade que é tão importante, que se não estivessem fazendo, estariam mortos, porém logo-logo cansam.
Eu era assim. Com a diferença que eu avisava antes para meus pais que talvez aquilo não me agradasse muito.
E a vida vai assim. Começar e terminar. Ando fazendo várias coisas ao mesmo tempo e às vezes fico querendo começar, mas tenho medo de não terminar. Dessa vez vou até o fim.
Ei, olha ele aí.
Fim.
Beijocas

Coelhinho da Páscoa não existe!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Francamente. O que leva uma pessoa aparentemente sã, acreditar em tudo o que ouve ou lê?
Já perceberam a quantidade de emails que são enviados diariamente pelo mundo todo, contando uma história triste para que você tenha pena de um doente, que geralmente é uma criança em uma foto horrivelmente deformada com uma doença raríssima que só acontece em uma a cada dois trilhões de pessoas e que você tem que ajudar por que senão essa criança vai morrem sem sua ajuda e blá, blá, blá, blá...
E as correntes? Essas então eu quebro mesmo. Não me mandem correntes. Eu faço esse pedido todas às vezes. Mas alguém me ouve? Claro que não. Pior é que sempre tem uma ameaça no final. Tipo assim: “Se você não enviar nos próximos três segundos após ler essa mensagem, terá tanto azar que todos os males do mundo cairão sobre você!”. Eu até consigo ouvir a risada maléfica do fim. Hauhahuahuahuahuha. As promessas de benefícios é que são “marará”: “Se enviar para uma pessoa você vai ser feliz hoje. Se enviar para mais de trinta em três minutos vai ter uma surpresa em trinta anos. Se enviar para mais de cinqüenta vai ter uma ótima surpresa em cinqüenta dias. De onde é que esses doidos tiram isso?
E os emails religiosos? Esses deviam ser proibidos. Tem tanta da religião por aí que é quase como uma lavagem cerebral. Mandam coisas de todas as religiões e nem sabem qual a crença que você possui. Fala sério. E o mais legal é o sentimento de culpa que eles colocam na sua cabeça: “Emails de piadas você lê, mas os que falam de Deus você apaga. Ele está vendo!” Fico me sentindo culpada e depois uma idiota. Lá Deus fica vendo meus emails? O cara lá de cima tem mais o que fazer. Dá um tempo. Se eu quiser rezar vou à missa.
Outro ótimo é o email dos golpes. Se eu ficar imaginando todos os golpes que tem na minha caixa de emails é melhor eu não sair de casa. Aliás, é melhor ninguém sair, nem atender ao telefone, nem desligar o celular, não andar de carro, nem de trem, nem a pé, nem de ônibus, não ir ao mercado, não ir ao banco, não fazer fichas, não falar com ninguém que não seja seu parente, verificar os antecedentes do seu novo namorado, enfim a morte é o caminho mais seguro.
Tenho email para receber piadas sim. E para me comunicar com o mundo lá fora. Emails de desgraça eu não leio. Faço questão de apagar. Já tem muita desgraça por aí. Correntes, vou quebrar. Pessoas que precisam de ajuda, não vão receber nadica de nada de mim, religiosos eu até leio alguns, mas nem tanto. Já sei o Pai Nosso em todos os sentidos.
Chega de emails chatos. E ainda tem gente por aí que acredita em tudo o que lê.
Tem é muita gente criativa.
Beijocas.

Faz Tudo

Tem gente que faz de tudo.
Costura, cozinha, faz artesanato, prega, corta, faz massa, encanamento, cabelo, barba e bigode. Tem gente assim prendada. Eu já não posso falar o mesmo de mim.
É impressionante a quantidade de coisas que um único ser pode aprender. A minha mãe é um exemplo de pessoa que sabe fazer de tudo um pouco e na maioria das vezes faz bem feito.
Eu digo que meu intelecto só funciona para coisas mais literárias. Leio, escrevo, leio, escrevo, mas não me coloca para fazer nada que tenha que dar lacinhos minúsculos, desenhar, pintar, que com certeza vai sair de tudo, menos o objetivo.
Antigamente a mulher era “preparada” para as “prendas domésticas”. Digamos assim, além de ter que saber cozinhar, passar, lavar, cuidar dos filhos, ela ainda tinha que saber costurar (cozer para a época), bordar, tricotar, pintar, etc.
Credo! “Tá amarrado”.
Eu muito mal cozinho quanto mais bordar. Na verdade eu nem sei o que seria de mim se tudo isso já não viesse pronto e se a máquina de lavar não existisse, eu estava era arrumada.
Não sei fazer nenhum trabalho manual e não pretendo aprender. Nem é preguiça. É falta de talento mesmo para a coisa. E olha que como eu disse, minha mãe faz tudo. Só não faz dinheiro.
Eu não aprendi a fazer nada disso. Até gostaria de pintar um quadro. Mas para quê vou me esforçar? Legal é a avó fazer essas coisas para os netos.
Então quem sabe quando eu chegar lá... Encontre quem faça para os meus netos?
Beijinhos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ainda meus amigos!

Quando criei essa coluna o meu intuito era escrever sobre amizades, amigos e qualquer coisa em comum. Aí a coisa foi aumentando de tal forma que comecei a falar sobre cotidiano, revoltas, comunidade, maluquices e afins. Porém a amizade vai ser sempre o meu foco principal.
Não há nada como descobrir amigos em pessoas que você nem desconfia. Fico pensando em silêncio o que foi que fiz de bom para merecer essa ou aquela amizade. Será que foi um sorriso, uma boa ação, um olhar, uma palavra, sei lá. Bom, seja lá o que for funcionou.
O “barato” é saber realmente, que o verdadeiro amigo, aquele com quem você pode contar, não é aquele que te chama para a festa, mas aquele que te atende nas horas de dores e doenças.
Cativar um novo amigo pode não ser fácil, mas às vezes fazemos isso sem querer. Sabe esses dias que saímos de casa no maior alto astral? Está aí um bom dia para conquistar novas amizades. Vai ver nesse dia aquela pessoa que futuramente pode te salvar está entre aqueles para quem você sorriu.
Outro dia descobri que apenas o fato de atuar como galinha em uma peça infantil, fez com que eu arrumasse mais um monte de amigos. Esses pais que viram um sorriso no rosto de seus filhos tão e somente por causa de alguns cocorós, se tornaram amigos meus, mesmo sem eu ter feito alguma força. O que torna meu trabalho mais gratificante.
Um sorriso vale mais que mil palavras. Talvez ouvir a gargalhada de uma criança seja meu maior presente. E pais agradecidos se tornam amigos da gente.
Legal essa relação, não é?
Amigos a gente ganha, conquista, não se compra um amigo.
Beijocas meus amigos.

Mêda!!!!!!!!!!

Qual é o limite da vergonha? E do medo?
Eu espero de mim o mínimo. Ter medo e vergonha estão quase interligados. Se você tem vergonha, conseqüentemente tem medo, porém nem sempre ter medo significa ter vergonha.
Eu sou sem vergonha. Estou falando de não ter vergonha mesmo, não pensem vocês, suas mentezinhas poluídas, em outros termos. Respeitem-me, por favor.
Como estava dizendo... Não tenho vergonha de nada ou quase nada, mas medo... Não tenho vergonha de subir no palco e falar, pedir alguma coisa a outra pessoa, um desconhecido, digamos: “Qual o seu nome? E seu telefone?” Desconhecido gato.
Falo isso por que tem gente que nem isso fala. Faço de tudo para não ter vergonha de nada. Me visto do jeito que quero e não dou a mínima para o que vão achar de mim, me penteio também do modo que me der na “telha”, uso meus sapatos quando e como me convier e não dou a menor “bola” para os invejosos. Invejosos sim. Quem não tem coragem e critica, é um invejoso.
Agora vamos falar do medo. Tem gente que tem medo de tudo. Medo de galinha (pode ser), peixe (esse eu não entendi, mas OK), barata (essa é natural), cachorro, gato, escuro (comuns), noite, altura, velocidade (tem histórico). Tem gente com medo de coisas que a gente nem desconfia. O costume é achar que a s crianças são as mais medrosas. Pelo contrário. Acho que as crianças são as mais valentes, elas não conhecem o perigo, não possuem a maldade do adulto. Criança corre, pula, se joga de cabeça, adulto é que fica todo zeloso.
O pior é o adulto medroso. Ter medo de tudo quando se é adulto torna a vida menos divertida. Digam-me por que um adulto teria medo do escuro? Só se tem algum trauma. Porque ter medo de barata se você é pelo menos 1000 vezes maior que a coitada (pisa nela e acaba logo com isso).
Medo estraga a vida. Eu tenho medo de muitas coisas. Medo de altura é o meu pior, mas tento não atrapalhar a minha vida com isso. Mas vergonha... Vergonha é roubar e entalar na janela, na chaminé. Sei lá.
Eu não tenho vergonha, mas tenho medo. E você tem medo de que?
Beijocas.

Tic, tic, nervoso!

Cacoete, mania, tic, TOC. Tem gente com cada mania... Piscar, morder a boca, mexer algum membro, esfregar a ponta do nariz, repetir incessantemente uma mesma palavra ou apenas uma letra, andar só na linha, não pisar em linhas, verificar a luz várias vezes, abrir e fechar portas, não usar nada que ateie fogo, enfim tem é muita coisa que um ser humano em seu estado mais deplorável de stress pode alcançar. Existem os fatores patológicos, mas estamos focando no estado emocional.Tem gente que leva numa boa, na maior tranqüilidade. A vida vai passando e parece que nada muda na vida do sujeito. O Mundo desaba, as guerras explodem, pessoas caem aos montes ao seu lado, mas “ta lá” o sujeito, se rindo, feliz. Me explica. Como é possível?Eu, meu marido e mais umas dez pessoas que conheço estão com os nervos à flor da pele. Tem gente que trava os dentes na hora de dormir, eu já quebrei a ponta de dois. Insônia, fome, cigarro, bebidas, mais traumas do stress. A vida anda tão corrida que não sobra tempo para o relax. Sabe como é... Passar o dia inteirinho embrenhado na cama, debaixo de um edredom gostoso, com seu amor, sem ninguém por perto, nem ruídos, só o som de pássaros. Não dá, estou trabalhando justamente quando meu amor descansa. Com filha em casa... “Vixe”, piorou!Já quero bater a cabeça na parede, roer o assoalho, morder os cães, gritar. “Tô estressada pôxa!”Estou cansada de trabalhar e ganhar uma merreca, não que meu trabalho não seja gratificante, pelo contrário é ótimo, mas um “qualquer” de vez em quando cai muito bem. Vocês sabem, o faz-me rir, aqué, bufunfa, Money, dinheiro. Já que tenho que ficar longe da família que pelo menos eu seja paga para isso. Mas no meu ramo de trabalho só ralando muito mesmo antes de ver a cor do danado.Estão entendendo porque tanto stress? E vocês acham que só eu que estou assim? Olhe em volta. Tirando aqueles dois chatos que não mexem nem um músculo por causa do stress os outros oito estão prestes a ganhar uma camisa de força.Socorro! Estou cheia de manias e fazendo cada coisa... Prometo em algum momento contar umas coisas doidas que já fiz. Hehehe.É isso por enquanto.Beijocas.

Querer não é poder!


É infalível... Emprestar livro e cd, não tem volta. Tem coisas que a gente empresta e sabe que não vai ver nunca mais. Porque será que isso acontece? Tem outras coisas que a gente empresta e logo está de volta em suas mãos.
Outra coisa que não deve ser emprestado, que é fato que não vai voltar, são aquelas vasilhinhas de “Tappeware” (nem sei se escreve assim). Se voltar pode ser que venha com a tampa trocada, ou pior pode vir a tampa e não a vasilha. Essas coisas deviam ser pedidas para serem dadas logo. Assim não haveria qualquer constrangimento.
Agora fico pensando no seguinte... É muita cara-de-pau desse povo que pede coisas como carro, dinheiro, roupa de festa, daqui a pouco vão pedir seu parceiro(a) como acompanhante.
Eu sou dessas que não liga muito para emprestar certas coisas, mas gostaria que me devolvessem. E em tempo Record. Quando pego alguma coisa emprestada, fico neurótica para devolver logo. Devolvo e se der ainda devolvo melhor que quando peguei.
Não estou dizendo para não emprestar. Emprestar pode! O que não pode é ficar com o empréstimo.
O pior são aqueles parentes que acham que você é rico e te pedem dinheiro. Assim, como se você fosse o caixa eletrônico mais próximo. Devolver... Só no dia de São Nunca. E ainda são capazes de falar mal de você. As desculpas são variadas. Desde matar um de seus próprios parentes até uma doença muito grave, incapacitando-o de trabalhar honestamente.
Eu sou a favor da verdade. Se me pedem algo emprestado que não quero emprestar falo a verdade: “Não”. Nem me dou ao trabalho de ficar inventado desculpas, digo que não e pronto.
É isso. Não peçam nada maluco. Não vou emprestar.
Beijocas.

Aplausos!!!

Hoje faço questão de falar de um assunto, que certeza, entendo.
Arte. Posso afirmar agora, que essa não vai ser a primeira e única vez e nem a última que vou falar sobre o assunto, até porque arte é aquele tipo de conversa que dura uma eternidade.
Começa assim. Antes de Cristo já existiam as artes rupestres. Desenhos feitos pelos homens das cavernas nas paredes. Desenhos que representavam suas vidas. Os animais, sua gente e suas atividades. E por aí vai. Isso foi só par ilustrar como arte é uma coisa antiga com muito “pano pra manga”.
Mas vou falar de outra arte também tão antiga, o TEATRO. Lá na Grécia antiga eles apresentavam peças para contar partes da história. Hoje o teatro é muito mais abrangente.
Eu faço teatro e amo quando estou no palco. Quando subo na ribalta já não sou mais Paula, sou a personagem, sou o espírito que serve a estória contada em cima de um tablado.
É tão gostoso que todos os meus problemas eu largo do lado de fora e vivo intensamente aquele momento. Sentir o calor das luzes no meu rosto, o prazer do mistério que vai ser revelado para o público, o colorido das roupas, os aplausos e principalmente os risos das crianças. É nesse momento que constatamos que nosso dever foi cumprido. Sem nada mais para ser feito agradecemos humildemente aqueles que por alguns minutos viveram com a gente, artistas, o momento da magia.
Teatro inversamente da televisão, onde o texto pode ser repetido várias vezes se for errado, no palco isso não existe, no palco a verdade tem que ser transmitida sem erros, sem medo, sem tempo para pensar no óbvio. No teatro é assim. Aventura e prazer.
Momentos de emoção. Momentos de satisfação. Muito trabalho existe, mas o público... Ah, esse é nosso termômetro e é nele que devemos confiar.
Para vocês amigos, só desejo que não percam uma oportunidade de ver o teatro e seus mágicos artistas.
Beijos e aplausos para vocês meu público.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Quero muito amor!

“Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones
Girava o mundo sempre a cantar as coisas lindas da América
Não era belo, mas mesmo assim havia mil garotas a fim.
Cantava Help and Ticket to ride, oh! Lady Jane and
Yesterday
Cantava viva à liberdade, mas uma carta sem esperar
Da sua guitarra o separou, fora chamado na América.
Stop! Com Rolling Stones, stop! com Beatles songs.
Mandado foi ao Vietnã, lutar com vietcongs.
Tatá-ratatá...

Era um garoto que como eu amava os Beatles e os
Rolling Stones
Girava o mundo, mas acabou, fazendo a guerra do Vietnã
Cabelos longos não usa mais, não toca a sua guitarra e
sim
Um instrumento que sempre dá a mesma nota ra-tá-tá-tá
Não tem amigos, não vê garotas, só gente morta caída
ao chão
Ao seu país não voltará, pois está morto no Vietnã.
Stop! Com Rolling Stones, stop! com Beatles songs
No peito um coração não há, mas duas medalhas sim.

Tatá-ratatá...
Ra-tá-tá-tá tá-tá”(Engenheiros do Hawaii)

Guerra! Guerrra! Gueeerrrrrraaaaa!!!
Vemos muitas pessoas falando dos horrores da guerra.
Digam-me. Qual o sentido de matar outro ser humano?
Qual a graça de você atirar em uma pessoa só porque ela não gosta da sua religião? Ou não gosta da sua cor?
Estamos passando por uma fase bem estranha. As pessoas andam mais agressivas. Bater com o carro em outro, no Rio é um perigo, você pode levar um tiro. Dar uma cortada sem querer pode ser tão ou mais perigoso. Vivemos sob o julgo do medo. Trancados em nossas casas como se fossemos nós os bandidos.
Perigos que andam ao nosso redor o tempo inteiro. Não temos mais paz. Não existe modo seguro. Se temos celular sofremos ameaças de seqüestro. Trabalhar em banco ou lugar que o dinheiro esteja de fácil acesso, lá estamos nós, morrendo de medo. Andar de ônibus não dá, de trem não dá, de carro piorou. Andar na rua depois de uma certa hora, também não é legal. As grandes cidades, nossas metrópoles, estão se tornando um campo de batalha sem nem mesmo ser dito abertamente que estamos vivendo uma guerra civil.
Os ânimos estão acalorados.
Só sei que da mesma forma que distribuímos ódio devíamos fazer em dobro pelo amor. Distribuir amor em quantidades tão grandes que ele seria espalhado pelo mundo. Porque tudo o que eu recebo de bom, eu dou em troca e em dobro.
Vamos distribuir mais amor?
Beijocas.

Sono Parte 2

SONO. Parte 2.Pesquisas revelam dormir pouco faz muita falta para o cérebro.
“Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece (nem pensar) mais precocemente(perceberam essa palavra?), está mais propenso a infecções, obesidade (credo), hipertensão e ao diabetes .(Só coisas ruins).
Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção. Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue - quantidade equivalente a três doses de uísque. Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono, mostram redução da capacidade de planejar e de executar tarefas e na coordenação motora. “Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimentos e alterações do humor (agora entendi tudo), comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.” (Dados tirados de sites da internet).
Eu descobri que o cansaço físico pode me tornar um ser desprezível, inútil, sem vida. Apenas um corpo em movimento. Sem raciocínio, sem emoção.
Estou tão cansada que tenho medo de levantar da cama e descobrir mais uma vez que esse dia não vai rolar, de forma alguma, nem um minutinho se quer uns segundos de descanso.
Meus olhos tem olheiras tão grandes que estou parecendo o Batman. Meu corpo parece uma massa flácida sem músculos. Minhas pernas bambeiam quando ando. Sinto dores em partes onde antes nem desconfiava que existiam. Meu pescoço está mais duro que pedra de diamante. Não me lembro mais da metade das coisas que teria que fazer durante o dia. O fato de dar um recado é pesado, nunca lembro.
Enfim, comprovadamente a falta do sono faz mal. Eu preciso, tenho necessidade, exijo, um tempinho para dormir. Só um pouquinho mesmo. Qualquer cantinho serve.
Por favor, alguém aí tem uma caminha, paaara euuuuuuu dormirrrrrrr? Uaaa. Sinto muito, uaaaa, mas eu vou nessa que se der tempo vou dormir mais um pouquinho.
Durmam meus queridinhos.
Beijinhos e boa noite de sono.

Alegrias Olímpicas!

Cinco aros. Cinco continentes. Milhares de pessoas. Um só coração. As Olimpíadas estão aí. Um evento que une o mundo em um só.
Os Jogos Olímpicos antigos eram um festival religioso e atlético da
Grécia Antiga que se realizava de quatro em quatro anos no santuário de Olímpia em honra de Zeus. A data tradicional atribuída à primeira edição dos Jogos Olímpicos é 776 a.C..
Os Jogos Olímpicos eram os mais importantes
jogos pan-helênicos, tendo sido proibidos pelo imperador cristão Teodósio I em 393 da era atual, por serem uma manifestação do paganismo.
Em
1896, um aristocrata francês, Barão de Coubertin, recuperou os Jogos tentando reavivar o espírito das primeiras Olimpíadas, que passaram a ser realizadas de quatro em quatro anos desde então (como a tradição grega), tendo sido interrompidos apenas durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.
Inicialmente, os Jogos eram disputados apenas por atletas amadores. Entretanto, no fim do
século XX, a competição foi aberta a atletas profissionais e crianças.
Num exemplo de aproximação e reconciliação entre os povos, de que os Jogos Olímpicos pretendem ser símbolo, a
Coréia do Norte e a Coréia do Sul, participaram nos Jogos de Sydney em 2000 e de Atenas em 2004 desfilaram nas cerimônias sob uma única bandeira e há negociações em estado avançado que as duas participem a partir de 2008 em uma única delegação.(wikipédia)
Os Jogos Olímpicos significam muito mais que competir. Significa a união dos cinco continentes. Mais de 200 países unidos para trazer mais alegria as suas nações. Homens e mulheres lutando para se superarem. Seres humanos batendo recordes nunca antes imaginados. Medalhas. Choros. Risos. Centenas de atletas em um só lugar. Várias línguas, mas um único objetivo. O corpo levado a seus estremos. A mente sempre em alerta. Deuses do Olimpo aplaudindo de pé esses seres tão magníficos e tão dedicados a seus esporte.
Olímpiadas. Mais amor. Não é só o futebol que pára o país. As manifestações atléticas também. Nada como ver os povos de diferentes raças, religiões e ideais políticos juntos, sem guerras, sem conflitos, apenas o desejo de ser o vencedor.
Beijocas nada atléticas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Devo ser cega!!

Indignação. Ou estou cega.
Alguém já viu produto infantil, tipo fralda, xampu, condicionador, sabonete, para crianças negras? Alguém já viu uma criança negra nessas embalagens? Nem eu. Se existir alguém me fale, por favor. E olha que não quero nenhum produto para alisar, não. Isso não. Eu quero é tratar e deixar os fios negros da minha filhota, mais brilhantes e macios. Mas alguém se lembrou de fazer um xampuzinho específico para cabelos super- cacheados? Não. Só fazem coisinhas para criancinhas no máximo moreninhas.
No século 21 ainda tem a hipocrisia de alguns que inventam cotas, para dizer por aí que preconceito não existe mais. Isso não é verdade. Existem ainda incutidos em alguns o preconceito. Não só o racial, mas também o religioso e outros.
Não quero acreditar que marcas como Johnson e Johnson, O Boticário e outras famosas não tenham pensado na questão das crianças negras. Os cabelinhos “poinhonhóins” da minha pretinha merecem ter cuidados específicos assim como os das criancinhas loirinhas.
Alguém até me falou de uns produtos de filhas de um famoso aí, mas é para alisar. Ela é negra e assim vai ficar até o dia que ela possa decidir por si só. Alisar é para ficar igual branco.
Não estou querendo levantar nenhuma bandeira. Pelo contrário. Só estou fazendo um desabafo.
O meu sonho é de um mundo igual. Nós temos a mesma anatomia e a mesma cor de sangue. As diferenças estão nas nossas cabeças.
Vou ensinar para minha filha que sejam, magros, gordos, altos, baixos, pequenos ou grandes, os seres humanos são iguais. Sentimos fome, medo, frio, dor e amor como qualquer outro.
Devemos respeitar o outro como um ser único, mas um ser individual nas suas idéias, porém um ser-vivo comum. Pela igualdade física e genética.
Bem, acho que mesmo sendo diferentes somos parecidos.
Beijos iguais.

domingo, 3 de agosto de 2008

Casa e Separa.


“Eu pedi numa oração, ao querido São João, que me desse o matrimônio.
São João disse que não, São João disse que não. Isso é lá com Santo Antônio.”
Fiquei pensando esses dias... Meu casamento já dura deliciosos seis anos. Juntos, já temos oito anos. Mas parece que foi ontem.
Legal, não é?
Tem gente por aí que casou ontem e já pensa quando vai ser o divórcio. É sério. Tem gente que bota prazo na relação. Tem uma história muito boa de um conhecido do meu marido que casou em um dia e no outro ninguém sabia onde ele tinha ido. Ficou desaparecido por quase 15 anos. Muito bom. O cara só queria sexo. Deu-se ao trabalho de casar só para isso. Muito doido.
Conheço uma que quase amarrou o namorado para casar. Casou, gastou o dinheiro todo do pai e nove meses depois estava separada.
Outra boa foi de um casal, que conheci. Passaram a faculdade inteira esperando se formarem e depois passarem no concurso da ordem. Casaram e o casamento, depois de dez anos de namoro, durou apenas um ano. Coisa de doido.
Eu quando conheci meu marido já tinha vinte e nove anos. Casamos com um ano de namoro. Ninguém botava fé. Mas estamos aí. Firmes e fortes. Com altos e baixos de uma vida a dois, na verdade agora, a três. Queria dizer que vale a pena conversar com Santo Antônio, até porque com quase trinta eu andava meio desesperada e coloquei o pobre de cabeça para baixo dentro da fonte da casa da mami.






Coitado, trabalhou rápido.
Mas a questão é. Ainda tem mulher por aí desesperada para casar. Antigamente as meninas se casavam com 12 anos com homens mais velhos, e na maioria das vezes escolhidos por seus pais.
Aí a coisa toda mudou. As mulheres se tornaram independentes. Começaram a trabalhar fora e casamento era a última coisa que pensavam. Acredito que os tempos estão mudando outra vez. Vejo a cada dia, mais homens e mulheres querendo formar uma família, casar e ter filhos. Tem, claro, os que ainda não acertaram e ficam tentando. Eu quando casei resolvi que era para sempre. Mas ainda tem as desesperadas. Fico com pena dos santos. Santo Antônio anda tão ocupado que pediu a São João uma mãozinha. Mas cuidado que eles andam cobrando caro. Se quiser casar, eles só ajudam uma vez, na segunda você está por conta própria.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Ensino o que aprendo!


“Ando meio desligado
Eu nem sinto meus pés no chão
Olho e não vejo nada
Eu só penso se você me quer

Eu nem vejo a hora de lhe dizer
Aquilo tudo que eu decorei
E depois o beijo que eu já sonhei
Você vai sentir, mas...
Por favor, não leve a mal
Eu só quero que você me queira
Não leve a mal”

-Mutantes-

Que eu saiba não nascemos sabendo.
O que sabemos hoje devemos há alguém. Devemos a nossos pais e aos nossos professores.
Aquilo que aprendemos durante a nossa vida veio de algum lugar. Os ensinamentos passam de geração para geração. Minha mãe sempre me dizia que o conhecimento não deve ser guardado e sim passado. Por isso, tudo o que aprendo tem que ter alguma utilidade. Só que para que eu aprendesse alguém precisou aprender para me ensinar.
Quem lembra daquele professor que conseguiu tornar a aula um prazer enorme? Você conseguia aprender com tanta facilidade que as respostas apareciam como milagre na sua frente. E durante toda a nossa vida é assim, aprender para ensinar. Nossa educação vem de gerações anteriores a nossa. Pena, que de uns tempos para cá alguns tenham se esquecido.
Estou falando sobre esse assunto para homenagear alguns de meus magníficos instrutores.
Minha professora do ensino fundamental, Tia Dulce, a excelente professora de matemática da 4ª série, Maria, o magnífico professor de português e literatura, devo a ele parte do meu talento, não me lembro o nome dele porém, era minha melhor aula. E tantos outros que passaram pela minha vida.
Não posso deixar de mencionar a minha primeira professora, mãe substituta e amiga, a Tia Solange.
O que quero mesmo é falar de uma das melhores professoras de teatro que tive. Não que os outros não tenham seu valor, tem sim. Só que eles não criaram uma atriz, eles apenas aproveitaram aqueles que já tinham algum talento. Ao contrário da minha homenageada.
Essa é uma mulher que sabe o que quer. Ela me ensinou a ser a atriz que sou. Mostrou que é lendo muito, vendo peças, estudando e vendo o mundo que nos cerca que aprendemos a ser atores. O nome dela? Alice, assim como no País das Maravilhas. Essa música é a nossa música.
Aprendi com você a me valorizar e não ter medo de arriscar.
Obrigada.
Muitos beijos.

domingo, 27 de julho de 2008

Não se arrependa!


“Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar”. (Epitáfio- Titãs)
A nossa vida pode surpreender até os mais atentos. Passamos por altos e baixos de uma hora para outra. Sem aviso, sem mais nem menos.
O que devemos fazer? A maioria de nós fica perdida sem ação, sem reação, sem rumo. É muito difícil julgar que direção deve ser tomada. Quando achamos que o melhor é ir para a direita, a esquerda nos oferece algo mais. Seguir em frente, sem dúvida das nossas decisões, pode ser complicado e perigoso. O mais importante é não se arrepender. Mas como conseguir conviver com o rumo tomado pela nossa vida? Se tudo está bem, é fácil, mas se as coisas não estão bem, tudo muda. Como conviver com o mau já que o bom todos sabemos como? A vida nos reserva surpresas às vezes boas, mas nem sempre é assim.
Tem um amigo meu que está passando por uma fase bem ruim da vida. Um cara que já teve de tudo e aos poucos foi perdendo. Hoje, materialmente falando, ele tem muito pouco. Ele sabe que tudo isso ocorreu por causa de suas escolhas. Ter muito e ficar com quase nada. Escolhas dele. Ele poderia ter mudado algo? Talvez não. As decisões talvez tenham sido tomadas por uma causa além das forças dele. Ele deve se arrepender? Não. Deve tentar mudar o rumo das coisas? Sim, com certeza. Mas sempre deve tirar uma lição boa de tudo, mesmo que seja difícil.
Deus nos mostra o caminho sempre. Nós é que não entendemos os sinais ou os ignoramos. Devemos aproveitar cada momento que nos é dado, mas sempre com atenção no caminho.
O que dizer a um amigo nessa hora? A vida vai melhorar. Sim ela vai. Sempre melhora.
Aproveitar cada momento antes que acabe e nunca se arrepender.
Beijocas.

Que Palhaçada!


“Uma pirueta, duas piruetas. Bravo, bravo!”
Uma amiga minha uma vez me falou de sua aversão a palhaços. Eu pensava que podia ser uma loucura qualquer da maluca, até o dia que...
Eu costumava trabalhar com um grupo de animação de festas. Fazíamos de tudo um pouco. Desde propaganda de venda de carros a inauguração de ponte. Quando íamos a uma festa infantil é que a coisa ficava preta. O “chefe-palhaço”, sempre arrumava umas festas nos lugares mais longes e mais difíceis de chegar do Rio, quero dizer, de Niterói até os tais lugares é que era complicado. E geralmente ele fazia a maior firula de fazer para mais de 100 crianças. Cobrava o mínimo e não pagava direito a gente. Legal se tudo corresse como o esperado.
Ficávamos a semana toda ensaiando passinhos de músicas fofas, palhaçadas que só contorcionistas eram capazes de fazer, para no fim as criancinhas quase nos comerem vivos.
Ok, ok. Até aí vai lá. Eu estou reclamando muito...
O palhaço quando chegava no fim da festa, estava tão bêbado que mau conseguia andar. Uma vez, aliás, a última que trabalhei para a figura, ele ficou tão mau que não sabia como voltar para casa e esqueceu de mandar o carro ir buscar a trupe. Agora imaginem as criancinhas vendo o palhaço bêbado pagando um King Kong no meio da festinha. Imaginaram? Agora imaginem ficar perdida num local sem comunicação. Parece filme. LOST. Imaginaram? Que bom. Eu não imaginei, participei. Eu estava lá.
Pronto, cheguei à conclusão que palhaço é horrível. Por isso vejo muita criança chorando quando vê um. Criança é muito sensível. Querem saber da maior? Descobri que existem muito mais pessoas que não suportam palhaços. A minha amiguinha Flavinha é uma. Foi assistir ao grande e maravilhoso CIRC D’SOLEI e descobriu que o palhaço era um chato. Ela odiou o bobo e descobriu que depois de 15 minutos até seu noivo queria matar o fulano.
Entenderam? Palhaço é um ser muito estranho mesmo. Só conheci um que realmente era um amor. O saudoso Carequinha, esse sim valeu a pena.
Um pequeno aviso aos palhaços de plantão: Sejam mais criativos e menos assustadores, por favor. E claro: Não bebam nas festinhas.
Pronto é isso. Odeio palhaço. Prefiro o mágico.
O espetáculo não pode parar!
Beijocas.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Empregado ou Trabalhando!



Qual é seu emprego?
Eu sou atriz, escritora, mãe e dona-de-casa.
Tem uns por aí que são lixeiros, pedreiros, marceneiros, engenheiros, arquitetos, médicos, psicólogos e tantas outras profissões. Têm profissionais por aí que nem trabalham em que são formados. Cansei de ver pessoas formadas, pós-graduadas, trabalhando como taxistas ou outras coisas. Não quero dizer que ser taxista não seja um trabalho digno, aliás é e muito, porque o cara tem que ser bom no volante e responsável por outras vidas. O emprego que você tem, independe do que sonhou. O importante no momento é pagar as contas.
Mas esperem um momento... Será que isso é bom? Talvez sim.
O mais importante é não ter vergonha der ser quem você é ou faz da sua vida. Sendo honesto o resto é conseqüência.
Eu percebo ainda hoje a cara que as pessoas fazem quando digo que sou atriz. Qual o problema? Ganho minha vida honestamente. Mas os velhos preconceitos contra a profissão ainda existem, mesmo que astros e estrelas façam parte da fantasia e do cotidiano. Dá a impressão que me prostituo por aí ou que faço alguma coisa ilícita. Tenho até medo de falar. E olha que emprego hoje em dia é uma coisa que exige muita luta e sorte. Dizer que sou dona-de-casa então... Será que ainda não perceberam que dá um trabalhão cuidar da casa e dos filhos? Sou dona-de-casa sim e com muito orgulho.
Recordo de uma história que me contaram sobre uma moça de Além Paraíba, que se me lembro bem, tinha um bom emprego, acho que na prefeitura, e o sonho dela era ser lixeira. Na primeira oportunidade ela largou tudo e foi ser a melhor lixeira da cidade. Tinha orgulho disso. E quando nós nos sentimos realizados podemos trabalhar com mais afinco e mais felizes. Nosso trabalho rende.
Se sou “do lar” isso para mim é um orgulho. Não existe trabalho mais ou menos digno. O importante é trabalhar.
Trabalho dignifica o homem. Alguém disse isso.
Trabalhemos.
Beijocas.

Bom Demais!




É incrível a quantidade de coisas boas que podem surgir ao mesmo tempo em nossas vidas.
Na edição passada falei que minha tão esperada filha finalmente chegou. Pois então. Cada minuto ao lado dela tem sido uma experiência e uma surpresa.
Quem diria que um dia eu fosse ter a paciência de ninar no colo um bebe, trocar fralda, ouvir durante minutos (que parecem nunca acabar) o choro de uma criança, entender cada ruído que é emitido (e olha que a minha pequenina já fala alguma coisa), as mãnhas, atenção em tempo integral, a bagunça...
Mas sei que vai ser recompensador. Já está sendo. A troca de amor que uma criança é capaz de dar. Em três dias eu já percebi que todo amor que damos a ela volta em triplo. Muitos beijinhos, abraços intermináveis e o melhor, ser chamada de mamãe, papai, vovó e vovô. Gargalhadas ecoando pela casa. Palavras ditas que nem mesmo eu ainda consegui identificar (mas estou me esforçando). Muita alegria.
Quando ela atingir uma idade que entenda que ela é minha filha de coração vou contar toda a verdade. Nós sempre te amaremos filha querida, só não sabíamos onde estava.
Que delícia têm sido minhas últimas horas ao lado dela. Sei que estou sentindo como se meu corpo e minha mente já não me pertencessem. Tudo o que tenho é dela. Minha vida é dela. Meus sonhos são agora nossos sonhos. Meu tempo é dela. Estou cansada como jamais estive. Não durmo mais. Não tomo mais banho de 20 minutos, não perco tempo me embelezando, não como com tanta freqüência, nem sei mais meu nome direito. Estou cansada, mas feliz.
Eu sou muito feliz. Mas agora eu sou a mais feliz do mundo.
Cansada, mas feliz!
Beijocas.

Nasceu!!!


E é chegada a hora! Foi um parto de quase dois anos. Muita burocracia, decisões a serem tomadas, muita conversa, dores emocionais, espera, muita espera, decepções, anjos, muitos amigos inesperados, muita ajuda, esperanças renovadas.
Quando tomamos a decisão de adotar uma criança, tomamos a decisão pelo simples fato que tem muita criança precisando de um lar. Já que eu não poderia ter um filho naturalmente, por que não um adotado?
Andam jogando crianças em lagos, lixos, da janela. Sei que posso cuidar com muito amor de uma criança. Por que não adotar uma que possa estar correndo o mesmo risco?
Disseram que o amor por uma criança adotada é igual ao de uma nascida na família. Acho que dou conta.
Devo confessar que agora acho que tudo aconteceu muito rápido. Depois de 8 anos de casados nos quais 2 deles foram nessas idas e vindas de crianças que poderiam estar para adoção entre tantas outras que foram adotadas por outros casais, finalmente a dor do parto aconteceu. Foram 48 horas de espera e dúvidas. Nem sabíamos se conseguiríamos ficar com ela, porém valeu a pena esperar.
Este dia vai ficar guardado durante anos na nossa memória. Tudo aconteceu rapidamente. Um telefonema e nossos anjos sempre por trás. Outro telefonema e a surpresa. Uma visita e a melhor de todas as surpresas.
Ela chegou. Uma menininha linda de dois anos e dois meses. Muito esperta, inteligente, carinhosa, brincalhona e claro muito carente.
Vou precisar de todo meu amor e da ajuda de muitos anjos. Tenho muito que agradecer a Deus. Minha família, meu marido e as pessoas que escolhi para o meu circulo de amizades, eles são meus anjos. Todos aqueles que de alguma forma contribuíram com a idéia, deram apoio e nos ajudaram em todo o percurso. Agradecemos de todo coração.
Só me resta fazer algumas perguntinhas bem básicas.
Criança de dois anos come o que?
O que fazer se ela começar a chorar?
Ei! Alguém pode me informar como se troca uma fralda?
SOCORRO!!!
Beijocas.

Hipocondria Parte I

Hipocondria Parte I

E eu que pensava que era só uma alergia... Ela veio chegando, como quem não quer nada, chegou bem de mansinho, não fez alarde nem deu um sinal. De repente eu estava espirrando, tossindo, com dor na garganta, coriza, febre, dor no corpo e muito, muito sono.
É impressionante, justamente quando não podemos nos enfraquecer é que parece que ficamos doentes mesmo.
Também tem vários fatores que não nos ajudam.
A poluição é uma que infelizmente sozinhos não podemos resolver. A má alimentação, essa dá para resolver, nesse caso é cada um por si. Devemos ter uma alimentação no mínimo equilibrada, não estou falando somente de comida colorida estou falando de tudo. Uma refeição adequada leva tempo e dedicação. E quem foi que disse que nos tempos de hoje temos tempo de comer direito. Ai começa a dar “pau na máquina”.
As velhas receitas: bata uma gema com meio limão e um dente de alho, ferva tudo e tome bem quente (isso pra mim é uma fritada azeda), pegue um limão, dois dentes de alho meia laranja, três folhas de goiabeira branca e uma folha de mamão macho, macera tudo e passa no peito (tem gente que inventa cada coisa), um limão em um copo de 100 ml de cachaça, mel e própolis (se botar açúcar vira uma caipirinha), gengibre, mel, açúcar (molho japonês).
Um resfriado que podia ser curado com um mel e limão exige mais que um “Naldecon” (ambos), tem que partir logo para o coquetel de drogas. Aspirina, Paracetamol (de todos os tipos), Resprin, Trimedal, Vitamina C, Vick (de inalar, passar e tomar), Gripeol, Coristina D, Doril, Cepacol, Novalgina, AAS e isso tudo é só o que eu fui capaz de lembrar...
E sabe qual é o melhor? Vou falar pausadamente: G-R-I-P-E N-Ã-O T-E-M C-U-R-A! Tudo isso é só para “abafar” os sintomas. O melhor mesmo é ficar de cama com um bom edredom, meias, lenços de papel, chás e rezar para passar o mais rápido possível!
E claro esperar ter 60 anos para tomar vacina no posto de saúde. “Brincadeirinha!!!”
Gripe é uma praga. Se eu pego hoje, com certeza quem não estava doente em casa, vai ficar. Eu estou melhorando aos poucos, apesar do frio que está fazendo não estar colaborando muito. Aposto que você conhece alguém que está gripado. É um círculo vicioso!
Bem, snif, bou, snif, tuidar da binha glipe agoa andes que eu gondabine mais aldém.
Deijocas.

domingo, 6 de julho de 2008

Santo que é Santo resolve!


“São Longuinho, São Longuinho se eu encontrar dou três pulinhos, uma voltinha, coço a barriga, faço careta, pulo em um pé só, giro três vezes para a direita e três para a esquerda, coloco a língua para fora, piscando um dos olhos 50 vezes e giro os braços para os lados opostos e tudo ao mesmo tempo!”

Já perceberam que toda vez que queremos achar algo achamos outra coisa perdida em outros tempos?
É sempre assim. Me empenho em achar alguma coisa que não vejo a muito tempo e lá está ela, naquele lugar onde jurava que já tinha olhado, a coisa que procurei incessantemente na semana passada. Que raiva! O pior é que acabo não achando o que quero hoje.
Essa semana achei uns papéis que procurei há dois meses atrás, mas o que eu queria nem cheguei perto. Digo que as coisas caem em uma dimensão paralela. Algo tipo caiu no buraco negro, tem gente que acha que foram duendes maus. Tem os que perdem mesmo porque nunca colocam no lugar certo.
No meu caso acho que é pelo fato de ter mais de quatro pessoas na casa aí já viu. O meu lugar certo nunca é o do outro.
Tenho medo de um dia me perder. E pior é que só vou me achar um tempão depois.
Já consigo ver as manchetes: “Mulher fica perdida e ninguém sabe se ela vai se achar!” Ou pior, minha mãe me procurando no “Achados e Perdidos” de uma rodoviária (se for para eu me perder que seja em lugar legal): “Vocês acharam uma moça de trinta e poucos anos, morena e gordinha perdida por aí? Estou desesperada, vou morrreeeeeerrr. O marido dela está sofrendo muito (assim espero). Alguém me ajude a achá-la, por favor. Juro que a deixei em casa, mas não estou achando.”
Tem gente por aí, que vive perdida mesmo. Perdidas nas ilusões de serem quem não são ou nunca vão ser. Pessoas que acham que o mundo gira em volta de seu lindo umbigo. Sendo assim, ficam tontas e enjoadas o suficiente para se perderem em seus mundos egoístas e prepotentes.
O que não quero é ficar perdida à toa. Tem gente que fica perdido de amor, perdido na solução de um problema. Eu quero me achar nesse mundo.
Opa! Achei!
Desculpem, mas agora vou ter que cumprir uma promessa.
Até!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Sono muito Sono!!!!!!!!!!!!

Tem dia que a gente está tão cansada que só pensa em uma coisa. Dormir. Passamos 1/3 da nossa vida dormindo, em média isso quer dizer que dormimos oito horas diárias. Tem gente que dorme menos e tem os que dormem mais, muito mais. Eu sou uma delas. Dormir para mim é tão sagrado quanto o casamento. Se eu não durmo me sinto cansada e irritada. Tem pessoas que dormem pouco e ficam satisfeitas e se dormem muito ficam irritadas. Mas comigo não. Eu tenho que dormir.
Uma das minhas últimas discussões com um grupo de amigos era sobre exercícios físicos e como eles podem nos beneficiar e tornar nosso dia muito mais agradável... Eu me pergunto. Como pode ser boa, uma coisa que faz a gente ter dores musculares, suar como um porco e fazer nosso coração disparar como um jato? Isso pode deixar alguém tão feliz assim? Eu me sinto um trapo depois disso, não sei quanto a vocês, mas se depender de mim vou ser como as tartarugas, devagar, bem devagar, dormir muito, principalmente no inverno e viver uns cem anos.
O pior é que tenho dificuldades para dormir. Muita insônia, muita alergia, sono muito leve. Queria ser como meu marido que dorme como pedra e pode passar até banda no ouvido dele que ele nem se mexe.
Ai que inveja!
Ai que raiva!
Podem até existir pessoas que não durmam nunca, mas eu quero e exijo meus direitos ao sono. O sono sagrado ao qual tenho direito, o sono da beleza, do descanso mental, da mente e do corpo.
Tem gente que diz assim: “Depois de morrer vou dormir bastante” Tá doido sô!
Aí é que eu não preciso dormir mesmo, vou estar morta. Eu quero dormir hoje e um pouco amanhã.
A coisa é tão séria que eu passo a semana pedindo a Deus para fazer com que eu consiga dormir pelo menos umas 3 horas seguidas. Dormir bem virou meu sonho de consumo. E olha que minha cama tem de tudo para ser a mais confortável e aconchegante das camas. Mesmo assim acho que só meu marido dorme bem, ele e minha mãe, mas meu pai... Coitado tem o mesmo problema que eu.
O pior é que as pessoas não entendem e acham que minhas olheiras são só um problema de... “Passou a noite na farra, hem?”
Eu na maioria das vezes estou nos ensaios do teatro que terminam às três da manhã e passo o resto do dia trabalhando em casa. E olha que eu faço de tudo. Ufa! Já está tarde e amanhã vocês sabem que tudo recomeça. Vou nessa tentar dormir só um pouquinho.
Beijos bocejantes.