segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Malvada, eu?

Em que momento da vida somos realmente cruéis?
Não acredito na bondade total e plena. Poucos tiveram essa benção, Madre Tereza, Ghandi, entre outros, poucos.
Vejo as pessoas reclamando dos benefícios que o governo dá para famílias mais pobres, que esses benefícios podem fazer o brasileiro ficar cada vez mais preguiçoso, etc.
Estou começando a achar que é verdade.
Um exemplo é a moça que trabalhava aqui em casa. Fizemos de tudo por ela e pelos filhos, mas nada disso fez com que ela se sentisse satisfeita.
Ela trabalhava bem, fazia de tudo, porém foi ficando preguiçosa e de má vontade. Bom, mandei-a embora. Ela tem dois filhos pequenos. Fiquei com pena dela, pois estava sem dinheiro e eu também preciso de uma mão amiga para ajudar na casa. Chamei-a de volta. Ajudei de várias formas, nunca a tratamos como nossa empregada e sim como mais um membro da família. Para ela e para seus filhos nunca deixei que faltasse nada. Porém, acho que não fui muito bem entendida. Sempre achei que uma mão lava a outra. Não que eu queira algo em troca pela minha bondade, pelo contrário. Eu só queria que ela estivesse na minha casa quando eu preciso e não quando ela quer.
Pedi por várias vezes que viesse trabalhar na sexta-feira, mas não foi possível, pois a “moçoila” não pode perder as festas que andam rolando nas cidades. E eu fico como?
Estou trabalhando de quarta a domingo e não tenho mais ninguém para me ajudar, porque a gracinha escolheu farrear à trabalhar. Bom, mandei embora outra vez e sem dó. Por isso acho que dessa vez vou ter que ser cruel e não ajudar mais essa pessoa. Ela entendeu errado.
Depois vai ficar reclamando que Deus não lhe deu nada. Sua vida é vazia e não tem sorte.
E se me ligar, darei meu silêncio como resposta.
Cruel? Eu? Meu nome é Paula e não Tereza.
E como tem gente por aí que reclama. Para se ter sucesso tem que ter esforço.
Cansei.
Beijocas.

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