terça-feira, 27 de maio de 2008

Barriga Cheia!






Barriga cheia. Tem gente que reclama de barriga cheia. “Eu não tenho sorte, eu nunca ganho nada”.
Alguém conhece a estória do cara que estava no meio do alagamento e rogou a Deus que o salvasse?
Pois é assim: A cidade começou a alagar e o cara não quis sair de casa, e disse: “Deus vai me salvar”. Quando a água já cobria a casa um barquinho passou e ofereceram ajuda e ele disse que Deus iria salvá-lo. Um tempo passou e a água já estava em seus joelhos, um bote salva vidas passou e perguntaram a mesma coisa e ele respondeu a mesma coisa: “Deus vai me salvar”. Quando a água atingiu o pescoço um helicóptero passou jogou uma corda e ele recusou com a mesma desculpa. Enfim ele morreu afogado. Chegando ao céu ele pergunta pessoalmente ao criador porque deixou que ele morresse afogado. E Deus calmamente responde que ele havia tentado lhe salvar a vida por quatro vezes, mas ele se recusou. Sabe o que é isso? A sorte passou-lhe na cara e ele recusou porque tinha uma boa desculpa.
E assim são “Os Barrigas Cheias”. Nunca olham para o lado e deixam de ver as coisas boas que acontecem. Tanta gente por ai sem perna e que corre maratona, gente sem braço que nada, uns são cegos e jogam um bolaço.
O Mundo tem tanta desgraça que esquecemos que o nosso mundinho é o mais belo dos belos (sou eu, sou eu – não resisti), e achamos que todas as desgraças se abatem somente sobre nossas cabeças.
A verdade é que esquecemos de olhar para as coisas boas e só visualizamos as ruins. Talvez seja uma coisa de sociedade. Reclamamos que o Brasil está ruim, que só tem político ladrão, mas não paramos para olhar as coisas boas que aconteceram. A taxa de empregos formais aumentou, a fome e a seca diminuíram no Nordeste, tem muito mais gente viajando hoje em dia do que havia há alguns anos (não estou fazendo política é um exemplo que tem coisa boa acontecendo).
Já reparou que o seu vizinho tem uma história de dor e sofrimento? E que você também tem? As histórias são as mesmas? Não? Talvez não, porém a dor é a mesma. Ele sofre como você? Não? Claro que não. Os seres humanos são diferentes, seus sentimentos são diferentes. Talvez não dê para perceber por causa das reações dele, mas talvez esteja sofrendo tanto ou mais que você nesse momento.
A diferença é que não reclama de barriga cheia, que a vida é amarga só para ele, apenas segue em frente continua a vida, porque apesar de tudo talvez, mas só talvez, ele tenha coisas boas em sua vida. Como uma família ou um emprego, filhos, uma casa, uma mãe e um pai, um belo jardim, paz, amor dos amigos, fidelidade do parceiro, etc. Qualquer coisa que prove que a vida também reserva coisas boas. Ninguém tem uma vida tão ruim. Cada um carrega a cruz que merece, mas cada um tem um jeitinho melhor de fazê-lo.
Não devemos reclamar sem ter do que reclamar. Dizem que a grama do vizinho é mais verde, não é? Será? Ou será que ele só coloca mais água, mais adubo e mais amor? Quem sabe se transformarmos nossos problemas em ensinamentos e pensarmos que tem gente pelo mundo afora em situação bem pior que a nossa, descubramos que a nossa vida é maravilhosa.
Vamos agradecer a Deus pelo o que temos e não só pedir a Ele que melhore. Isso depende de nós, de pegarmos as oportunidades que nos são dadas. Sempre tem alguém por perto que nos estende a mão. Que tal aceitar sem medo? Não desperdice as oportunidades, elas passam. E depois não adianta ter inveja da grama do vizinho e nem reclamar de Barriga Cheia!
Beijocas.

0800- D-E-S-C-A-R-R-E-G-U-E-N-E-L-A


Divã da Paulinha ligue 0800 D-E-S-C-A-R-R-E-G-U-E-N-E-L-A, que eu atendo mais ou menos feliz.
Você que está frustrada com sua vida medíocre, não realizou nada, não está feliz com a família, o namoro, não tem futuro, seu presente é uma bomba, se arrependeu de não ter feito algo, porque você é uma porcaria de pessoa e se sente um verme, ligue grátis para o Divã da Paulinha, e descarregue nela tudo isso e mais um pouco. Faço qualquer negócio para não receber energia negativa. Trago em 7 minutos sua vontade de viver bem, comigo e com o resto do mundo, desfaço mau humor, desato raivas e mais importante te farei rir. Se nada disso funcionar, vou te ouvir, guardar e quem sabe um dia te comunicar que você é o que deseja. A sorte é você quem faz, pegue-a antes que ela passe. Viu? Passou. Já era. Hehehe.
Estou falando tudo isso porque parece que resolveram que sou pára-raio. Decidiram descarregar em mim. Ufa! Estou falando sério. Não é mole, não.
É impressionante como a fama é para sempre e não tem mais ou menos. Dizem por aí que eu sou meio grossa. Legal, se isso fosse em tempo integral e se fosse à toa. Eu sei que sou impaciente e às vezes estouradinha, mas me controlo muito bem, só que a minha fama corre mundo, aí você imagina, nem posso reclamar de alguém ter sido grosso comigo, porque eu virei o motivo de serem comigo. Entenderam? É assim: Eu não posso reclamar que me façam grosseria porque sou grossa. Legal, né?
Não existe motivo para que sejamos grosseiros com as pessoas, mas eu sei que sou uma malinha com isso. Mas e as pessoas que não tem a fama e se fazem de santos e pobres inocentes e são um poço de grosseria delicadamente? Sabe como é? Gente desse tipo é tida como um doce de pessoa e é só virar as costas que vira uma víbora. É dessa que temos que ter medo porque gente que é grossa a gente já sabe e meio que releva: “ Ah, ele é grosso mesmo é o jeito dele”. Mas os que têm fama de bonzinhos e fazem isso, são irritantes, você não pode fazer nada porque você é grossa aí a culpa vai ser sua: “Tadinho ele só te respondeu, sua grossa!” E por aí vai.
As pessoas que são um pouco estouradinhas assim como eu geralmente são as mais carinhosas e divertidas, pode acreditar. Acredito que esse nosso jeitão meio cavalar se deva a uma defesa pessoal. Já que não posso bater vou me defender como posso. Tipo a melhor defesa é o ataque. Não que eu queira sair por aí enfiando a mão na cara de qualquer um, não. Isso não! Só em alguns. Que merecem e que isso sirva de lição. Pode ter alguém por aí querendo enfiar a mão na sua cara.
Ninguém é tão perfeito assim que não tenha nada que irrite o próximo. Tem sempre uma coisinha. Tem os bonzinhos demais, inocentes demais, bobos demais. Quer saber, talvez tudo o que seja demais seja irritante. Gente que reclama demais e gente que não reclama de nada, nadinha mesmo, é muito chato.
Acho que eu estou ficando chata, ranzinza, resmungona ou será que sempre fui? Eu sempre fui e sempre serei assim. Mas nem poder abrir a boca que me acham grossa? Vamos lá. Quem me acha grossa levanta a mão, isso é uma votação séria, mas só vale levantar quem nunca fez grosseria à toa.
Já ia me esquecendo. Ligue já! Pode descarregar em mim, eu sou grossa. Mereço.
Beijocas chateadas com aqueles que levantaram a mão.
Hahaha

terça-feira, 20 de maio de 2008

Mães e Mães!




Sei que o dia das mães já passou... Mas como diz a minha, mãe deveria ser homenageada todos os dias, afinal são nove meses dentro dela e um filho para o resto da vida.
Mas minha mãe não precisa de mais elogios, ela sabe que é o máximo. Uma mulher forte, decidida, bonita, realizada, casada, feliz, enfim tudo o que uma mulher pode desejar. Eu quero é falar de outras mulheres tão fortes e tão mães quanto a minha. Se depender da minha eu volto para casa. E tem mãe que é assim. Quer o filho ali sempre juntinho. Parece que a gente não cresce nunca, somos eternos bebês desprotegidos e o mundo pode nos devorar a qualquer momento. Engraçado isso. Sinto-me como um coelhinho assustado, perdida na floresta.
Tem filhos que correspondem, mas tem os que não. Porém hoje o dia é para coisas boas. Os filhos que amam suas mães. E as supermães que andam por aí.
Na verdade eu queria falar especificamente de duas criaturas maravilhosas que aconteceram na minha vida. Devo a vida a minha mãe, mas a minha sobrevivência quando criança, digo criança mesmo, tipo dois, três anos, eu devo a elas.
Solange e Hermínia. Essas duas, desprovidas de qualquer empecilho, se comoveram com situação em que vivíamos e ajudaram a minha mãe tomando conta de mim. E o mais importante, não eram empregadas ou babás, eram donas de casa com marido, recém casadas, sem filhos, eu os substitui nesse período. Uma veio após a outra. Depois que se acostumaram a minha presença elas tiveram filhos, as duas tem dois a Tia Solange duas meninas, hoje já formadas, e a Hermínia tem um casal, hoje também já formados e todos seguindo suas vidas. Não sei se eles sabem mas suas mães ajudaram uma família.
Minha mãe e meu pai trabalhavam muito, meu pai tinha dois empregos e minha mãe trabalhava fora e fazia coisas para vender e ajudar nas despesas. Eu não tinha idade escolar e não tinha parentes que pudessem ficar comigo muito tempo, minhas tias, que sei me amavam muito, ficavam pouco comigo, pois moravam muito longe, o resto é o resto. Então essas duas, para que eu não ficasse com um desconhecido ou mesmo sozinha em casa, me pegavam cedinho e tomavam conta de mim. Deram muita sorte, pois eu era muito quieta. Quando cresci mais um pouco a tia Solange virou minha professora do primeiro ano. Mas logo mudei de colégio e fui para um semi-interno, até porque meus irmãozinhos postiços já estavam vindo por aí...
O que quero dizer é que vocês duas são fantásticas. Mais que mães, mais que amigas, vocês são meus anjos da guarda e depois de 30 anos ainda estão na minha vida e no meu coração. Muito obrigada, o dia das mães é de vocês que foram mães sem nem mesmo o serem de verdade.
E claro, a todas essas mulheres que podem não ser, mas que são como se fossem mães, a essas que criam seus sobrinhos, netos, adotados, enfim a essas mãezonas meu muito obrigada!
Beijocas.

Rivais Sempre.




Rivalidade é uma coisa engraçada. Nós por exemplo somos o fruto de uma bruta e deliciosa disputa. Qual? Como qual? A grande e feroz corrida dos espermatozóides até o pobre e solitário óvulo. Estão vendo? Tudo começa assim.
Depois piora.
Se tiver irmãos, tem a disputa entre vocês, de quem é o queridinho, o melhor nisso ou naquilo. Se não tem irmãos, disputa-se com os coleguinhas. Essa é importante, faz parte do aprendizado para o futuro. Depois os namoros, o emprego, enfim... Tudo é competição. Aí a rivalidade.
Nós nos tornamos rivais uns dos outros, não por educação, mas por instinto de sobrevivência.
Quer um bom exemplo? O nascimento de tubarões. Quando o tubarão fêmea fica grávida geralmente não é de um, mas de uns três e quantos nascem? Um. Esse danado come os irmãos para sobreviver dentro da mãe até o nascimento (nada como a Discovery Channel). E assim vai.
Disputa daqui, disputa dali... Rivalidade com um ou com outro.
O que acho muito interessante é a rivalidade entre torcedores. Isso sim é divertido. Aqui na nossa Cidade, Carmo, tem uma clássica. Monte Carmelo e Carmense, eu que não moro aqui há muito tempo só ouvi histórias que o povo conta. Sei que eles se enfrentam desde quando foram fundados e desde então se odeiam.
E é muito interessante saber que eles nem se falam ou cumprimentam-se durante os jogos, atravessam a rua, torcem desesperadamente. Enfim, uma loucura. Eu acho que é uma lenda urbana, mas o povo fala e eu escuto. E olha que é um campeonato regional. Imagina se já fossem times da primeira divisão?
Lógico que tem os dias de jogos da primeira divisão. Dia que o flamengo joga... Nossa senhora do Carmo! É um Deus nos acuda, são fogos, carreata, música alta, etc. Eu que moro bem perto da praça participo de tudo, de longe, mas ouço direitinho. No fim das contas o que é bacana mesmo, é que essa coisa da disputa é só uma grande brincadeira, coisa de meninos. Eles gostam mesmo é do suor, de beijar a camisa e gritar de alegria pelo time.
A vida é assim competir, disputar, rivalizar, lutar e ganhar!!
Atenção meninas, são poucas as que têm esse furor futebolístico e competitivo, sobre vocês eu já falei.
Eu estou aqui, como você, disputando um lugar à sombra... Porque o sol... Nasceu para todos.

Beijocas!

Não descarte!





Você já se sentiu descartado? Tipo assim descartável?Jogado na sarjeta (ainda existe isso?) um molambo, pedaço de papel toalha. Sabe assim um pedaço de M%$%%A? Então não se sinta, mas tem gente que faz isso, tanto com homens quanto com animais. Você é uma dessas pessoas? Ai que feio.
Estamos vivendo um momento que as pessoas parecem ter tempo só para elas mesmas. Não temos mais tempo de parar e refletir sobre o dia, parar e conversar com a esposa e os filhos, com os amigos, com os parentes. O que acontece, na maior parte das vezes é um encontro familiar ou um evento onde se reúnem amigos e parentes e coloca-se a vida em dia. O homem não tem mais tempo para conviver com outros. Não tem um animal de estimação, não tem mais filhos não tem vida!
Pena é que alguns mesmo sabendo disso querem ter filhos ou bichinhos. O filho vira uma obrigação pesada. Estamos vendo a toda hora o descarte de crianças. Crianças jogadas no lixo, na lagoa, amarradas e coisas que nem deveriam ser pensadas em fazer com crianças. Tem gente que no ímpeto de jogar toda a sua raiva e sua frustração em alguém espanca um animal. Será que ainda não deu para perceber que é quase a mesma coisa?
Maltratar um animal seja ele qual for (doméstico, inseto, grandes ou pequenos) é também um crime, um pecado? Os seres vivos não podem virar entulhos, coisas ou seres inanimados. O ser humano e qualquer ser vivo devem e têm o direito de existir dentro de suas necessidades. O homem não viveria se não tivesse o alimento. E esse alimento vem de onde? Deus nos deu os animais e os animais além de servirem para comer devem ser tratados com o maior respeito. Isso se chama cadeia alimentar.
O homem come o animal que come outro. A vaca come capim e nós também comemos vegetais que também tem vida. Então porque destruir as matas se é de lá que vem o nosso sustento? E as crianças? Porque colocar um filho no mundo se não tem tempo nem condições de criá-lo? Se não existissem as crianças como estaríamos aqui hoje? Nós também já fomos crianças. Sem elas o mundo já teria acabado. Criança é o futuro.
Então vamos pensar no seguinte: nenhum ser vivo deve ser descartado. Se você tem um filho zele por ele, para sempre, não o descarte porque dá trabalho, você sabia disso antes de fazer. Se tiver um animal cuide dele eles são irracionais, não diferenciam o certo do errado. Tem, agora cuida! E passem isso adiante.
Você não gostaria de estar no lugar deles. Arrume um tempo só par você e curta um pouco sua família, seus filhos e seus animais. Tenho certeza que irá aprender algo com eles.
Beijocas.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Cuti-Cuti...e outras coisas mais.


Que coisinha mais fofa é gente apaixonada... Os olhos brilham, a pele fica boa, tudo fica bom, tudo é lindo e maravilhoso, mas o melhor mesmo são os apelidos.
Numa relação o ser humano tem a tendência de criar uma situação confortável. O que mais lhe agrada, pudim ou doce de côco? Quer coisa mais fofa do que os intermináveis termos apaixonados que descobrimos durante a vida? E como a relação pode se infantilizar?Parece que voltamos a ser crianças. Que amor...
Um bom exemplo de apelidinho fofinho (que também é um) é chamar de amor (e suas variações), amoreco, amorzinho, momô, mozão, mozinho ou simplesmente, mô. Um bem legal da era comidinhas gostosas é: meu pudinzinho, meu docinho, meu pãozinho. Têm outros que são mais tranqüilos: paixão, minha vida, vida, bem, meu bem, benzinho, coração, dengo, flor. Tem os infantis, tipo: bebê, nem, neném ou tudo isso falado assim: doxinho, moxinho, dedem. Tem os do Show da Xuxa: pituxinha, pituxa, pituco e pituxo.
O grande problema é para os coitados dos namorados que tem que aturar essas gracinhas na frente das pessoas e não só na intimidade. Na intimidade os dois estabelecem um segredo de estado que dura só até o próximo encontro (geralmente o cara cai nessa história que vai ficar só entre eles), que pode ser em qualquer lugar. Imaginemos a seguinte situação: namorada chega para pegar o distinto no fim do jogo no Maraca e grita de dentro do carro – “Pituxoooooo!! Vamos meu docinho estou cansadinha, neném quer nanar”. Fofo, né? Pra quem? Imaginem a cara do sujeito. A vergonha. Aposto que os amigos depois vão ficar chamando o camarada de pituxinho. Isso não é ridículo? E que diabos é cunanã? Cuticuti? Apaixonado vira criança retardada. Carinho vira sinônimo de incansáveis horas de cafuné.
Isso tudo na fase namoro apaixonado. Na fase namoro firme é mais ou menos assim: - “Anda logo, Zé (por entre os dentes: mané). Estou cansada! Vamos logo que você já fez o que queria hoje. Agora Chega!” Onde foi parar o amor? Foi para o saco. Na hora do carinho é... Vamos pular essa parte?
E na fase casados para quase sempre? “Anda sua vaca ou A patroa tá chamando, aquela chata. Os nomes vão piorando, tipo: Karma, anta, ignorante, mala, saco de bosta, besta, velho, esclerosado, porre e por aí vai, é só usar a criatividade. E nos carinhos... Que carinhos? No máximo um beijinho na bochecha.
Mas o pior mesmo é quando um dos apaixonados parte dessa para melhor: - “Eu vou morrer sem ele...Eu quero me matar. Ele era ótimo.” Lógico que tem os que vão levantar a mão para o céu e agradecer a Deus por terem se livrado de mais esse peso, mas é a vida.
Tudo é fácil quando começa, mas o duro mesmo é crescer junto. Relacionamento é isso. Aprender a conviver com outro, exige muita paciência e abnegação. O verdadeiro casal apaixonado aprende a amar e descobre que o que era lindinho agora é maravilhoso, porque cresceu e se transformou em amor incondicional. Isso sim é legal (rimou).
Amem muito meus fofuxos...
Beijocas

domingo, 4 de maio de 2008

Brancos, não!







Nesta semana me aconteceu uma coisa meio chata. Com a idade que eu estou, o que não é muito, eu achei um cabelo branco. Uma depressão se abateu pelos meus já pintados cabelos. E não era só um, eram vários (podem imaginar minha cara de chororô, hehe).
Há muito pouco tempo falei que eu me achava velha por ser cansada desde o dia que nasci, aliás, segundo a mami eu dei foi trabalho para sair, ufa. Acho que era preguiça, sabe como é, quentinho, aconchegante. Sair para quê? Só pra ter que crescer e ter responsabilidade? Ver gente sofrendo, morrendo? Ai que chato...
Pois é, como eu estava dizendo achei os famigeradinhos, lá bem no cocuruto. O grande problema é, que só deveriam nascer cabelos brancos quando a gente chega numa certa idade. Essa idade ainda não chegou, eu juro. Eu sei que me sinto cansada, velha, mas era para ser só uma coisa de momento e vejam só, fiquei realmente velha. Agora é que ferrou tudo!
Dentro de dias vou estar desdentada e de bengalinha, porque gente velha preguiçosa como eu, fica assim. Queria ser como aqueles senhores e senhoras da melhor idade, que correm, nadam, fazem maratona, etc. E estão lá cheios de vida. Eu não. Eu sei que vou ficar encarquilhada mesmo.
Apesar de, a minha pele ser boa, meu corpinho de beluga* não agüenta. Vamos falar sério, está certo que hoje em dia tem remédio até para pinta na ponta da orelha esquerda (para a da direita é outro remédio), mas não para parar o tempo e fazer com que eu me sinta com meus deliciosos dezoito anos. Ah, como era bom o meu francês! Dezoito anos bem vividos, mas era para durar pelo menos três anos. Tipo assim: quando chegássemos aos dezoito anos, nosso organismo receberia uma mensagem para parar de crescer durante três anos. Não seria maravilhoso? E depois poderia se repetir aos trinta, mais três anos de bônus. Até aí é onde sei. Ainda não atingi os quarenta (só para ficar claro). E acho que assim teríamos tempo de cansar de ter dezoito e passar enfim para os dezenove. Mas não, o tempo passa e o corpo coitadinho, cansa. Eu depois dessa que passei nem sei se volto na cabeleireira. Senti-me a balzaca mais velha da cidade, do estado, do país, do mundo, até do universo. Eu e minha língua, talvez se eu não falasse tanto que me sinto velha meu organismo aceitasse melhor. Vocês se lembram? 25, 25, 25, 25, 25, 25, 25, 25, 25, 25, 22, 22, 22, 22, 22, 22,22, ihhh fiquei doida.
Estou ficando psicótica. Já estou com medo da menopausa. Será que já estou na menopausa? Imagino como devem sofrer as senhoras que já passaram por isso, espero que eu não dê tanto trabalho. Estou me sentindo em idade avançada demais. Cabelo branco? Ah isso não, nada que uma tinta não resolva (meus cabelos são naturalmente tingidos de castanho). Vou cortar, raspar, sei lá. No todo eu me cuido. Mas cabelo branco? Prefiro ser careca.
Parece um absurdo? Mulheres campanha contra cabelos brancos, em qualquer tempo. Bom mesmo é cabelo tingido. Pelo menos até os noventa e nove anos. Quero esquecer esse assunto.
*Beluga: espécie de baleia, tamanho de golfinho.
Beijos coloridos.