segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Um dia daqueles!

Tem dia que a gente se sente uma formiguinha, porém há dias que nos sentimos grandes elefantes brancos.
Nada serve, nada funciona, nada anda direito, tenho vontade de voltar para a cama e recomeçar o dia. Quando levanta, o cabelo está um terror, a pasta cai da escova e a escova cai no vaso. O chuveiro elétrico queima, a calça preferida está na máquina de lavar, o cabelo continua uma porcaria.
Seu sapato favorito abre uma “boca de jacaré”. Ok, ainda restam umas dezesseis horas até o dia terminar. Tudo pode mudar!!
O café está ralo, o leite azedou. Os cachorros destruíram as plantas e você ainda tem que alimentá-los e limpar toda a bagunça.
Ok. Vai dar tudo certo!
Você está atrasada! Corre, menina!
Chegou super, hiper, mega atrasada no trabalho e ainda levou uma bronca. O trabalho está todo atrasado e cai café bem em cima daquele projeto inadiável. O computador pega um vírus que destrói toda a memória e você não fez o backup. Recomeça tudo em outro computador. As horas passam e você resolve não sair para o almoço. Pede uma quentinha que chega fria e melequenta. É melhor não comer.
Você consegue refazer o trabalho. Ufa! Deu tempo. Seu chefe sorriu pela primeira vez no dia. Começa um novo projeto. Parece que tudo está voltando ao normal.
As horas passaram correndo e já está na hora de voltar para casa. Você vai até o ponto do ônibus e começa a cair uma chuva de verão daquelas que duram pouco, mas fazem o maior estrago. O ônibus não chega e as ruas começam alagar, procura um abrigo e acha um daqueles postos que tem lanchonete vinte e quatro horas. A essa altura você está ensopada, com sua bolsa parecendo um aquário e seu sapato um colchão d’água.
Você pensa: “Não vai dar certo, não vai dar certo!”
Vai dar certo!
A chuva passa e consegue um táxi. Chega finalmente em casa, tarde o suficiente para saber que vai dormir pouco. Ainda tem que tomar uma ducha quente.
Ei, espera! O chuveiro queimou.
Será que esse dia nunca vai terminar?
Quando você chega seu marido já trocou o chuveiro e está te esperando com um lindo jantar a luz de velas que ele mesmo preparou.
Nem tudo está perdido. A noite termina como se nada tivesse acontecido. Que bom!
No dia seguinte... Tudo volta ao normal. A vida é assim. Doida demais!!!!!!!!
Beijos.

Frágil!

O corpo humano é muito frágil.
E quanto mais velhos ficamos...
Quando nascemos somos frágeis, bebês pequenos e indefesos. Aí crescemos e aos poucos nos tornamos fortes e saudáveis. Aí o processo começa a se inverter. Na idade madura o corpo começa novamente a se debilitar. É o processo natural.
Porém isso tudo é muito relativo.
Tem crianças que nascem saudáveis e nunca ficam doentes, assim como pode ter um adulto debilitado e um idoso dando rasteira em muito jovem.
O corpo é uma grande surpresa.
Tem pessoas também que acham que estão sempre doentes e aqueles que nunca vão ao médico. Nosso corpo é um templo sagrado que deveria ser muito bem tratado. Só que uns tratam demais e outros de menos.
Pior mesmo é quando cuidamos e ele de repente quebra, começa a falhar e ratear igual carro velho.
Aí tem que levar para o mecânico, opa, médico. Deixar o corpo se recuperar. Parar para uma pausa e deixar a natureza agir.
Cuidados que devemos ter durante toda a vida. Boa alimentação, exercícios e muito descanso mental.
Pesquisas revelam que o stress pode causar dores no corpo e males ao organismo. A falta de descanso também pode causar doenças.
O corpo humano é uma máquina incrível! Porém frágil.
"Por favor! Pare! Agora!"
Beijos e uma ótima recuperação para os que estão precisando.

Secreto mesmo?

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.(Geraldo Vandré)

Preciso dizer mais alguma coisa?
As eleições acabaram, mas as lutas ainda existem nas ruas. Ainda se empunham bandeiras para provar aos perdedores suas escolhas e defender seus ideais. Soltar fogos, gritar, urrar, buzinar é quase um desabafo. Não sei bem sobre o que. Talvez seja a vontade de mudar. Eu não sou o tipo de pessoa que sabe quem é quem. Não tenho a menor idéia de quem são. Se a primeira dama freqüenta o mesmo cabeleireiro que o meu, é melhor me dizer quem é, por que eu nem vou perceber e se um dos candidatos me cumprimentar vou acabar achando que é alguém que já vi em algum lugar, mas nem desconfio onde.
Não me meto nessas disputas e nem quero saber o que está por trás de tanto fanatismo e tanta euforia. Engraçado que agora tudo vai voltando ao normal. Ontem eram grupos na praça se enfrentando. Carros que eram vaiados, pessoas fazendo chacota de outras, crianças brincando de votar, adultos brincando de ser crianças.
Só ainda não entendi uma coisa... Para que serve tanto estardalhaço, se pelo o que eu saiba, o voto ainda é secreto? Será mesmo que tanta camiseta colorida prova de fato em quem votamos? Será que não existe um por aí que tem é medo de dar “a cara a tapa” e mostrar quem realmente é?
O bonito ainda é saber que nossa democracia funciona e é exemplo para o mundo.
Só queria mesmo saber quem foi o maldito inventor dos fogos para eu esganá-lo ainda nesse século. E não vem com essa que foram os chineses. Eu quero o nome. Já me ajuda. Mesmo que seja Ching-ling.
Mas a pergunta que não quer calar é... E vou perguntar sorrindo. Quem é o fulano que solta tantos fogos em cima da minha cabeça às seis e meia da manhã em plena segunda-feira? Desculpe fulano, mas imagina só se é ao contrário? Já imaginou se eu resolver colocar na sua varanda uma música que você odeia e bem alto? Será que os fogos não poderiam ser só um pouquinho e a tarde? Que mania...
E tem mais. Hoje não tem beijo para ninguém.
Esse cara aí me deixou uma fera.

Voto! Voto!

Eleições! Votos! Números, promessas, dúvidas, brigas, discussões, cores, ideais, idéias, dívidas com o povo, propagandas, comícios, showmícios, carreatas, partidários e apartidários, oposição, a favor e contra.
Época de eleições é uma bagunça muito doida. Tudo isso muito organizado, claro. Dias separados para não dar briga ou que sejam em lugares bem distantes.
Em cidade pequena eleição é quase como se o candidato fosse seu melhor amigo. Todos se conhecem. Conhecem a vida e a história de seus candidatos bem de perto. Sabem quantos anos levou para terminar o segundo grau, com quem namorou, com quem casou, quantos filhos teve e algum dia já deve até ter tomado um cafezinho na sua casa. Tem candidato que trabalha na vida pública a mais de vinte anos. Uns começaram ontem e já estão com a “bola toda”.
Uns querem mudanças, outros querem melhorias, outros querem manter tudo como está.
Uns prometem e cumprem, mas como vamos saber? Outros prometem e nem sonham em cumprir.
Votar é uma caixinha de surpresas.
O método de voto no Brasil é o mais eficiente do mundo. Sabemos em horas quem são os eleitos e fraude é quase improvável. Nós brasileiros devíamos exercer nossa cidadania e agradecer a liberdade de poder escolher quem queremos que governe nossa cidade e nosso país. Vivemos em uma democracia. Apesar de alguns desacreditarem. Porém quem está lá em cima, é aquele que nossa vontade escolheu. Votar nulo ou em branco pode ser um erro. Irreparável. Melhor saber que nosso candidato está lá do que outro que nem sabemos quem é.
Aqui na minha cidade é muito engraçado. Tem pessoas que nem entram no mesmo lugar onde estejam ou freqüentem pessoas do outro partido. Acho isso estranho, porém engraçado. Depois tudo volta ao normal. Aqui é muito comum ser apresentado à primeira dama. Aqui freqüentamos os mesmo lugares. Aqui somos todos iguais.
O pior mesmo são os fogos. E todos querendo mostrar a quem pertencem seus votos. Que eu saiba o voto ainda é secreto...
E o meu... Ninguém vai saber nunca!
Beijos.

L'amour! Hi-tec!

Ahhhhhh! L’amour! O amor, a paixão.
Definitivamente o amor não é o mesmo de antigamente. O clima de paixão, o namoro no portão, bilhetinhos, cartas, cartõezinhos, a flor roubada no jardim, beijos escondidos, o abraço apertado, o cheiro no pescoço, escapadas da escola, fofocas. Tudo isso ficou diferente. Tudo isso ainda existe, porém os meios pelo os quais são atingidos é que mudaram.
A paixão agora você conquista no Chat. Namoro no portão só em um jogo online, bilhetinhos são SMS, cartas são emails, cartõezinhos vão pelo Orkut, beijos escondidos são virtuais, o abraço apertado e o cheiro no pescoço, vão pelo AVATAR, escapadas da escola são as horas penduradas no celular e as fofocas ficam por conta do MSN.
Tudo é a mesma coisa só que mais modernas.
Fico pensando que daqui a alguns anos sexo vai ser tântrico e digital. Só pensar já vai valer à pena. O contato físico está tão distante da nossa realidade que talvez seja até bom para nossas jovens adolescentes. Ou não. Talvez essa distância faça o fogo aumentar.
O maior dos problemas mesmo é o fato das pessoas estarem se distanciando cada vez mais. Amigas falam mais no celular, que no intervalo da aula.
Uma prima minha acabou seu relacionamento porque seu gato nunca tinha tempo para encontrar com ela, mas ficavam horas no MSN.
Em compensação minhas esperanças foram renovadas com outra prima que encontrou um paquera em seu prédio. Começou com um perfume maravilhoso. O cheiro hipnotizou o moço que colocou um bilhete em baixo de sua porta. Daí para frente, cartinhas foram trocadas e agora estou no aguardo de novas notícias.
Espero que não evolua para a fase digital e sim para o contato físico. Tipo olho no olho, porque web cam na web cam não tem a menor graça.
Força prima. O mundo ainda tem salvação.
Beijocas.

Família, ê! Família , a! Família.

A família! Coisa difícil é família.
Saber lidar com seus familiares é quase um teste de foguetes. Se alguma coisa der errado pode ir tudo pelos ares. Nos enfiamos em enrascadas que às vezes nem rezando a gente sai dela.
Quando somos apegados a nossa família ainda é pior. Se tivermos pais muito próximos, daqueles que estão ali para o que der e vier, tipo mãe galinha, que guarda você como o último da ninhada, aí é que a coisa fica preta. Quero dizer que ser filho único é uma bosta.
Se eu tivesse um único irmãozinho que fosse, talvez não tivesse ganhado atenção. O que na verdade seria até um alívio. A atenção seria dividida. Mas não, porque logo eu tinha que ser filha única?
Tipo assim... Se precisar de algo, meus pais logo me estendem a mão. Vejam bem, não estou reclamando, pelo contrário, é que agora tenho que dividir meu amor com mais dois e tanta atenção talvez me deixe confusa. Às vezes fico dividida e isso me dói muito.
Meu marido exige daqui e eu recebo sutilmente cobranças do lado de lá. Daqui a pouco minha filha vai fazer exigências. Pior é quando as exigências se misturam.
Ai, ai... Me sinto tão sufocada. Não quero deixar nem um dos lados magoados, mas é complicado.
Como eu faço para amar a todos do mesmo jeito? É quase impossível, eu sei. Somos uma família super unida, mas temos nossas diferenças e gostaria que todos entendessem isso. Temos necessidades e momentos.
Estou um pouquinho abalada e chateada com os últimos acontecimentos. Sei que tudo na vida passa. Sei também, que isso dentro de um ano não terá a mesma importância.
Então, “bola para frente”!
Que a vida é show.
Beijocas.

Malvada, eu?

Em que momento da vida somos realmente cruéis?
Não acredito na bondade total e plena. Poucos tiveram essa benção, Madre Tereza, Ghandi, entre outros, poucos.
Vejo as pessoas reclamando dos benefícios que o governo dá para famílias mais pobres, que esses benefícios podem fazer o brasileiro ficar cada vez mais preguiçoso, etc.
Estou começando a achar que é verdade.
Um exemplo é a moça que trabalhava aqui em casa. Fizemos de tudo por ela e pelos filhos, mas nada disso fez com que ela se sentisse satisfeita.
Ela trabalhava bem, fazia de tudo, porém foi ficando preguiçosa e de má vontade. Bom, mandei-a embora. Ela tem dois filhos pequenos. Fiquei com pena dela, pois estava sem dinheiro e eu também preciso de uma mão amiga para ajudar na casa. Chamei-a de volta. Ajudei de várias formas, nunca a tratamos como nossa empregada e sim como mais um membro da família. Para ela e para seus filhos nunca deixei que faltasse nada. Porém, acho que não fui muito bem entendida. Sempre achei que uma mão lava a outra. Não que eu queira algo em troca pela minha bondade, pelo contrário. Eu só queria que ela estivesse na minha casa quando eu preciso e não quando ela quer.
Pedi por várias vezes que viesse trabalhar na sexta-feira, mas não foi possível, pois a “moçoila” não pode perder as festas que andam rolando nas cidades. E eu fico como?
Estou trabalhando de quarta a domingo e não tenho mais ninguém para me ajudar, porque a gracinha escolheu farrear à trabalhar. Bom, mandei embora outra vez e sem dó. Por isso acho que dessa vez vou ter que ser cruel e não ajudar mais essa pessoa. Ela entendeu errado.
Depois vai ficar reclamando que Deus não lhe deu nada. Sua vida é vazia e não tem sorte.
E se me ligar, darei meu silêncio como resposta.
Cruel? Eu? Meu nome é Paula e não Tereza.
E como tem gente por aí que reclama. Para se ter sucesso tem que ter esforço.
Cansei.
Beijocas.