terça-feira, 6 de maio de 2008

Cuti-Cuti...e outras coisas mais.


Que coisinha mais fofa é gente apaixonada... Os olhos brilham, a pele fica boa, tudo fica bom, tudo é lindo e maravilhoso, mas o melhor mesmo são os apelidos.
Numa relação o ser humano tem a tendência de criar uma situação confortável. O que mais lhe agrada, pudim ou doce de côco? Quer coisa mais fofa do que os intermináveis termos apaixonados que descobrimos durante a vida? E como a relação pode se infantilizar?Parece que voltamos a ser crianças. Que amor...
Um bom exemplo de apelidinho fofinho (que também é um) é chamar de amor (e suas variações), amoreco, amorzinho, momô, mozão, mozinho ou simplesmente, mô. Um bem legal da era comidinhas gostosas é: meu pudinzinho, meu docinho, meu pãozinho. Têm outros que são mais tranqüilos: paixão, minha vida, vida, bem, meu bem, benzinho, coração, dengo, flor. Tem os infantis, tipo: bebê, nem, neném ou tudo isso falado assim: doxinho, moxinho, dedem. Tem os do Show da Xuxa: pituxinha, pituxa, pituco e pituxo.
O grande problema é para os coitados dos namorados que tem que aturar essas gracinhas na frente das pessoas e não só na intimidade. Na intimidade os dois estabelecem um segredo de estado que dura só até o próximo encontro (geralmente o cara cai nessa história que vai ficar só entre eles), que pode ser em qualquer lugar. Imaginemos a seguinte situação: namorada chega para pegar o distinto no fim do jogo no Maraca e grita de dentro do carro – “Pituxoooooo!! Vamos meu docinho estou cansadinha, neném quer nanar”. Fofo, né? Pra quem? Imaginem a cara do sujeito. A vergonha. Aposto que os amigos depois vão ficar chamando o camarada de pituxinho. Isso não é ridículo? E que diabos é cunanã? Cuticuti? Apaixonado vira criança retardada. Carinho vira sinônimo de incansáveis horas de cafuné.
Isso tudo na fase namoro apaixonado. Na fase namoro firme é mais ou menos assim: - “Anda logo, Zé (por entre os dentes: mané). Estou cansada! Vamos logo que você já fez o que queria hoje. Agora Chega!” Onde foi parar o amor? Foi para o saco. Na hora do carinho é... Vamos pular essa parte?
E na fase casados para quase sempre? “Anda sua vaca ou A patroa tá chamando, aquela chata. Os nomes vão piorando, tipo: Karma, anta, ignorante, mala, saco de bosta, besta, velho, esclerosado, porre e por aí vai, é só usar a criatividade. E nos carinhos... Que carinhos? No máximo um beijinho na bochecha.
Mas o pior mesmo é quando um dos apaixonados parte dessa para melhor: - “Eu vou morrer sem ele...Eu quero me matar. Ele era ótimo.” Lógico que tem os que vão levantar a mão para o céu e agradecer a Deus por terem se livrado de mais esse peso, mas é a vida.
Tudo é fácil quando começa, mas o duro mesmo é crescer junto. Relacionamento é isso. Aprender a conviver com outro, exige muita paciência e abnegação. O verdadeiro casal apaixonado aprende a amar e descobre que o que era lindinho agora é maravilhoso, porque cresceu e se transformou em amor incondicional. Isso sim é legal (rimou).
Amem muito meus fofuxos...
Beijocas

Um comentário:

  1. É isso aí Paulinha continue escrevendo com tamanho bom humor e qualidade, tenha a certeza de que divulgarei aos meus amigos. Você se achou nessa hein!!!!!

    ResponderExcluir