sexta-feira, 20 de junho de 2008

Fila e educação andam juntas!


Ando desconfiada que brasileiro gosta de fila, só para poder furá-la. Não sei, não. Mas estou achando que é uma tradição. Não sei bem...
Talvez entrar em fila dê algum prazer. Sei lá.
Mas a aventura maior é você estar em uma fila e ser passado para trás por outra ou outras pessoas. O que mais me intriga é porque tem gente que acha que pode se dar bem sempre e não pensa nos outros.
No outro dia eu estava comprando um celular em uma loja de um grande shopping de Niterói, então daí já dá para saber que tinha gente até o teto na loja. Só para dar um exemplo, nesse dia fiquei na loja duas horas e quarenta. Bem, no final do atendimento quando temos que nos dirigir a outro caixa para o pagamento e liberação da linha, uns dois engraçadinhos resolveram que podiam passar a frente e pedir uma informação, nesse período já foram 15 minutos quando chegou a minha vez mais uma senhora resolveu que podia fazer o mesmo: “Querida eu posso só fazer uma perguntinha?” E eu muito delicadamente respondi: “NÃO!” e ela insistiu e eu mais uma vez, agora um pouco mais delicada, repeti: “Nãããoooooo! Eu também quero uma informação e estou na fila. A senhora devia fazer o mesmo. Não acha?”. Ainda não entendi porque ela ficou tão chateada.
E isso é pouco. Como eu vejo espertinhos passando a frente em dia de banco cheio.
Ixi! Afe, Maria! Mais é muito. Ô povo mais sem educação! Não falo de um lugar específico falo é dos maus educados em geral.
O pior mesmo aconteceu em um hospital. Uma amiga minha me falou que foi para um hospital público para consulta de emergência pois não se sentia bem já há dois dias. Chegando lá fez a ficha e viu que tinha mais cinco pessoas na sua frente e como já estava lá, esperou como todos a sua vez. Uma sétima pessoa chegou, fez a ficha e na primeira oportunidade falou com uma das enfermeiras e passou a frente. Pera lá! Somos todos iguais ou tem alguém melhor? Minha amiga foi reclamar, pois dava para perceber que era um caso como os dos outros. Não era nem uma criança e nem ninguém a beira da morte, se fosse porque não foi direto para a emergência? Como se classificam pessoas doentes e carentes? Pela amizade? Pelo conhecimento? Até porque a desculpa da enfermeira foi esdrúxula. “Esta senhora está com febre.” Ué? E as outras pessoas tinham ou não febre? Como ela sabia se não tinha alguém em pior estado? Ela monitorou mais alguém? Não. Mas mesmo sem ter certeza do estado geral dos outros pacientes ela furou a fila.
Minha amiga foi embora revoltada. Não por ela, mas pelas pessoas que estavam lá. Mesmo sem ser atendida ela chorou, chorou de raiva pelo descaso com as pessoas mais carentes. Essa minha amiga pode pagar médico particular, mas e quem não pode?
Vamos colocar dessa maneira: “Fila é para ser respeitada, só vale perguntar se é a fila certa!”
Bom, então estamos combinados, não é?
Beijocas.

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