

Velha é a mãe!!
Estive pensando com meus botões... Estou ficando velha ou sou velha? Vivo dizendo para minha mãe que já nasci cansada. Então eu sou velha. Não que eu tenha rugas enormes pelo rosto ou pelancas caindo por todo meu lindo e rechonchudo corpinho, não, isso é que não, mas sinto que minhas vontades nababescas de sair para dançar, por exemplo, estão quase nulas. É uma preguiça, um cansaço que me mata e me dá uma raiva de saber que tem gente lá se divertindo e euzinha em casa com um sono de matar. Não sei se a idade realmente vai pesando, como dizem por aí, ou eu estou mais caseira por causa do casamento, parece que não tem mais graça sair como antes.
Lembro-me de um tempo que eu saía com minhas amigas e dançava até a última música e isso era de segunda a segunda. Agora... Não vejo uma pista de dança há mais de ano, se quero dançar dou uma festa. Também não sei se é porque nas pistas a gente só ouve funk e não é muito do meu agrado, e isso me desestimula um pouco e como a idade dos freqüentadores é bem menor que a minha me sinto meio deslocada, sei lá. Será que o pessoal mais velho que eu, nessa época pensava o mesmo? Será que eles se sentiam tão deslocados?
Estou numa fase de ser chamada de senhora por garotos de 18 anos. Aquela fase que nós mulheres odiamos, a de ser chamada de tia, era boa e eu não sabia, antes era gatinha ou gata, agora é: “A senhora isso, a senhora aquilo...” Que horror. Até entendo que é respeitoso e nunca reclamei para o indivíduo que me chamou dessa forma, mas é horrível. É nesse momento que percebo que o tempo passou e rápido como um foguete. O que anda mais me preocupando, é que se estou velha, meus pais estão mais ainda, assim como os pais das minhas amigas que infelizmente já começaram a partir. Isso é sinal que o tempo está aí implacável passando por cima da gente, cada minuto está valendo ouro.
Não posso mais perder meu tempo com baboseiras ou mesquinharias, meu negócio agora é, e tem que ser, ganhar tempo. Devo aproveitar cada segundo com as pessoas que amo e não deixar passar nada, nem uma única oportunidade deve ser perdida. Dizer “eu te amo” é imprescindível. Alcançar meus objetivos deve ser uma questão de honra.
Não posso deixar que o tempo me arraste com ele sem que eu perceba o que se passa a minha volta. Tudo é importante. Aquele pôr do sol que eu perdi não volta jamais, os pássaros em revoada na Praça do Carmo que eu perdi ontem, não volta jamais, os sons não serão os mesmos, alguns podem ter morrido ou mudaram seus ninhos, aquele luar da semana que passou foi lindo mais eu perdi, porque não quis sair da cama e ele não se repetirá. A conversa no portão, as crianças brincando, um dia com os amigos na cachoeira, nada volta nem se repete. Tem coisas que não tem volta: Bala disparada, flecha atirada, palavra proferida e momentos perdidos. Aquele velho ditado: “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje.” É verdade. Não deixe passar nada. Senão você vai ficar velho e não vai ter feito nada, nem visto nada, nem amado ninguém.
O mais importante é: Será que vocês podem parar de me chamar de senhora? Eu me sinto com 90 anos. Eu tenho trinta e uns anos, o que modéstia a parte ninguém me dá, e estou cansada.
Aiiiiiiííííí. Eu, a partir de hoje vou auto afirmar que tenho 25 e pronto. Quem sabe meu corpo aceita e eu deixo de me sentir tão velha? 25, 25, 25, 25, 25, 25, 25. Ufa! Cansei. Velhaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Beijocas.
Estive pensando com meus botões... Estou ficando velha ou sou velha? Vivo dizendo para minha mãe que já nasci cansada. Então eu sou velha. Não que eu tenha rugas enormes pelo rosto ou pelancas caindo por todo meu lindo e rechonchudo corpinho, não, isso é que não, mas sinto que minhas vontades nababescas de sair para dançar, por exemplo, estão quase nulas. É uma preguiça, um cansaço que me mata e me dá uma raiva de saber que tem gente lá se divertindo e euzinha em casa com um sono de matar. Não sei se a idade realmente vai pesando, como dizem por aí, ou eu estou mais caseira por causa do casamento, parece que não tem mais graça sair como antes.
Lembro-me de um tempo que eu saía com minhas amigas e dançava até a última música e isso era de segunda a segunda. Agora... Não vejo uma pista de dança há mais de ano, se quero dançar dou uma festa. Também não sei se é porque nas pistas a gente só ouve funk e não é muito do meu agrado, e isso me desestimula um pouco e como a idade dos freqüentadores é bem menor que a minha me sinto meio deslocada, sei lá. Será que o pessoal mais velho que eu, nessa época pensava o mesmo? Será que eles se sentiam tão deslocados?
Estou numa fase de ser chamada de senhora por garotos de 18 anos. Aquela fase que nós mulheres odiamos, a de ser chamada de tia, era boa e eu não sabia, antes era gatinha ou gata, agora é: “A senhora isso, a senhora aquilo...” Que horror. Até entendo que é respeitoso e nunca reclamei para o indivíduo que me chamou dessa forma, mas é horrível. É nesse momento que percebo que o tempo passou e rápido como um foguete. O que anda mais me preocupando, é que se estou velha, meus pais estão mais ainda, assim como os pais das minhas amigas que infelizmente já começaram a partir. Isso é sinal que o tempo está aí implacável passando por cima da gente, cada minuto está valendo ouro.
Não posso mais perder meu tempo com baboseiras ou mesquinharias, meu negócio agora é, e tem que ser, ganhar tempo. Devo aproveitar cada segundo com as pessoas que amo e não deixar passar nada, nem uma única oportunidade deve ser perdida. Dizer “eu te amo” é imprescindível. Alcançar meus objetivos deve ser uma questão de honra.
Não posso deixar que o tempo me arraste com ele sem que eu perceba o que se passa a minha volta. Tudo é importante. Aquele pôr do sol que eu perdi não volta jamais, os pássaros em revoada na Praça do Carmo que eu perdi ontem, não volta jamais, os sons não serão os mesmos, alguns podem ter morrido ou mudaram seus ninhos, aquele luar da semana que passou foi lindo mais eu perdi, porque não quis sair da cama e ele não se repetirá. A conversa no portão, as crianças brincando, um dia com os amigos na cachoeira, nada volta nem se repete. Tem coisas que não tem volta: Bala disparada, flecha atirada, palavra proferida e momentos perdidos. Aquele velho ditado: “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje.” É verdade. Não deixe passar nada. Senão você vai ficar velho e não vai ter feito nada, nem visto nada, nem amado ninguém.
O mais importante é: Será que vocês podem parar de me chamar de senhora? Eu me sinto com 90 anos. Eu tenho trinta e uns anos, o que modéstia a parte ninguém me dá, e estou cansada.
Aiiiiiiííííí. Eu, a partir de hoje vou auto afirmar que tenho 25 e pronto. Quem sabe meu corpo aceita e eu deixo de me sentir tão velha? 25, 25, 25, 25, 25, 25, 25. Ufa! Cansei. Velhaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Beijocas.
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